"Pode parecer clichê, mas gostava que as pessoas fossem mais empáticas"
- 01/01/2026
Dias antes de chegar ao fim 2025, Pedro Carvalho conversou com o Notícias ao Minuto sobre o seu percurso no mundo da representação e os negócios que fundou em áreas diferentes. Além disso, também revelou as tradições de Natal e deixou ainda uma mensagem para o ano que se aproxima.
Na altura ainda não sabia o que ia fazer na Passagem de Ano, mas partilhou que nesta época "às vezes aproveita para viajar". "A última Passagem de Ano foi no Rio de Janeiro, mas já passei na Baía, noutros estados do Brasil, como Nordeste", recordou, acrescentando que também "já viajou pela Europa". "Depende muito de cada ano."
Após questionado pelo Notícias ao Minuto sobre se tem por hábito fazer uma reflexão no fim de cada ano, Pedro Carvalho confidenciou: "Às vezes penso: será que peço desejos este ano ou não peço desejos nenhuns e deixo a vida levar-me? Não sei o que é melhor fazer. Acho que com a idade estou mais numa de «é o que acontecer no momento»."
"Claro que ficamos reflexivos - eu fico - mais no próprio dia. Durante o dia pensamos em tudo o que aconteceu no ano que passou, as dificuldades que passamos. Já passou mais um ano, já estamos no ano seguinte...", comentou depois.
O ator deixou ainda uma mensagem para 2026 em que, apesar de "parecer clichê", diz, "gostava muito que as pessoas fossem mais empáticas umas com as outras".
"O mundo está tão louco, está tanta coisa a acontecer que pode parecer muito clichê, mas gostava muito que as pessoas fossem mais bondosas umas com as outras, mais empáticas. Sinto existe cada vez mais falta de empatia. E perceber que às vezes as pessoas podem não compreender a dor do outro, mas é uma dor. Se existisse mais compreensão, mais tolerância, mais empatia já seria muito bom para 2026", rematou.
Gastronomia de Natal? No Brasil "bacalhau não tem nada a ver com o daqui"
Com a vida dividida entre Portugal e Brasil, Pedro Carvalho contou também que as tradições natalícias, sobretudo no que diz respeito à gastronomia, "são diferentes".
"No Brasil o bacalhau não tem nada a ver com o bacalhau daqui. O bacalhau aqui é posta, lá não, é como se fosse um miolo. A qualidade é completamente diferente. Faz-se o bacalhau também [mas não é igual]. O feijão existe sempre, a farofa. Aqui temos o cabrito, o pato, as filhoses, rabanadas... Lá não existe nada disso. Tens os churros com doce de leite, que aqui não faz muito sentido [risos]", partilhou.
A carreira na representação e os negócios que construiu
Pedro Carvalho terminou recentemente as gravações da sexta temporada de "Impuros", da Disney+, no Brasil e, disse, "foi espetacular". "Gostei muito de fazer, senti-me dentro do filme «Cidade de Deus». Foi uma experiência fabulosa e a equipa é incrível", sublinhou, tendo contado que esteve a gravar numa "favela desativada".
Também integrou o elenco de dois filmes, "A Versão da Mãe" e "A Versão da Lei", que irão estrear-se no próximo ano.
Há cerca de três anos criou uma produtora, a 3 Monkeys Filmes, e assume-se como um "ator criativo que gosta de viabilizar projetos", referindo porém, que "não é produtor" nem "nunca teve essa ambição". Além disso, é ainda proprietário de negócios ligados à hotelaria, em Lisboa.















