PM não avança "data concreta" para regresso da luz após tempestade
- 19/02/2026
Durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia da República, Mariana Leitão criticou a resposta à s recentes tempestades, considerando que prevalece a sensação de que "o Estado chega sempre tarde e a más horas em momentos crÃticos", e pediu que seja dada previsibilidade à s pessoas que continuam sem eletricidade.
"O que lhe posso dizer é que o esforço que está a ser feito é total nomeadamente para, enquanto essa ligação não está restabelecida, haver outro tipo de resposta, nomeadamente o acesso a geradores de grande porte", começou por responder LuÃs Montenegro.
O primeiro-ministro acrescentou que espera a situação esteja resolvida "nas próximas semanas" e que percebe a angústia das pessoas, mas não pode "garantir uma data concreta".
"A pior coisa que se pode fazer é dar uma expectativa que depois sai gorada, porque isso é duplicar a angústia", defendeu.
Por outro lado, na interpelação ao primeiro-ministro, a presidente da IL pediu elementos sobre o anunciado programa "Portugal Recuperação, Transformação e Resiliência" (PTRR), "em que consiste, quem vai apoiar, sobre que infraestruturas crÃticas vai incidir, quais os municÃpios abrangidos, qual o valor alocado, como se vai financiar e de quem é que vai ser a tutela", e "quanto tempo é que vai durar".
O primeiro-ministro nada adiantou, apenas reiterou que tenciona apresentar o documento aos partidos com representação parlamentar na próxima semana, para que seja "alvo de um aprofundamento polÃtico".
No fim do seu diálogo com LuÃs Montenegro, Mariana Leitão apontou "falta de visão de futuro" ao Governo PSD/CDS-PP e desafiou-o a "acabar com as nomeações partidárias e começar a fazer concursos sérios para as estruturas técnicas".
Recordando que anteriormente o primeiro-ministro "solicitou a colaboração da IL", questionou: "Está disposto a admitir que o seu modelo está esgotado e está ou não disponÃvel para preparar o futuro do paÃs?".
Apesar das crÃticas de Mariana Leitão, o primeiro-ministro reiterou a "disponibilidade para o diálogo" com a IL: "Vamos, apesar de tudo, ponto a ponto, estabelecer as pontes em que podemos trocar os nossos pontos de vista e contribuir para as melhores soluções".Â
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