Planos de execução de manifestantes no Irão interrompidos, diz Trump

  • 14/01/2026

"Fomos informados de que as mortes no Irão estão a parar - pararam - estão a parar", disse Trump.  

 

"E não há qualquer plano para execuções, nem uma execução, nem execuções - isso foi-me informado por fontes fidedignas", adiantou. 

Antes, o chefe do poder judicial iraniano sugeriu que os manifestantes detidos nos protestos das últimas semanas no país serão sujeitos a julgamentos sumários e execuções, tratamento que o Presidente norte-americano ameaçou levar a retaliações. 

Enquanto ativistas alertam que os enforcamentos dos milhares de detidos nas manifestações poderão ocorrer em breve, o responsável judicial da República Islâmica, Gholamhossein Mohseni-Ejei, defendeu tratamento "rápido" dos casos, num vídeo partilhado online pela televisão estatal iraniana. 

"Se queremos fazer um trabalho, devemos fazê-lo agora. Se queremos fazer algo, temos de o fazer rapidamente", disse Mohseni-Ejei.  

"Se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito. Se queremos fazer alguma coisa, temos de a fazer rapidamente", adiantou.  

Os comentários representaram um desafio direto a Trump, que numa entrevista à CBS na terça-feira alertou o regime islamita de Teerão para as consequências das execuções. 

"Se o fizerem, tomaremos medidas muito duras", disse o Presidente norte-americano. 

Trump tem alertado repetidamente para uma possível ação militar norte-americana devido ao assassínio de manifestantes pelas forças segurança, meses depois dos bombardeamentos de instalações nucleares iranianas em junho, na guerra de 12 dias iniciada por Israel contra a República Islâmica. 

Na terça-feira, o presidente consultou a sua equipa de segurança nacional sobre os próximos passos, depois de declarar à imprensa que considerava as mortes no Irão "significativas". 

O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e importantes funcionários do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca começaram a reunir-se na passada sexta-feira para desenvolver opções de intervenção, que vão desde uma abordagem diplomática a ataques militares. 

Um diplomata árabe do Golfo disse à Associated Press (AP) sob anonimato que os principais governos do Médio Oriente têm desencorajado a administração Trump de iniciar uma guerra com o Irão, temendo "consequências sem precedentes" para a região, que se poderiam transformar numa "guerra em grande escala".  

O Irão ameaçou realizar um ataque preventivo, alegando, sem apresentar provas, que Israel e os Estados Unidos orquestraram os protestos.  

Segundo a agência AP, a população no Irão permanece intimidada, enquanto agentes de segurança à paisana circulam por alguns bairros, embora a polícia anti-distúrbios e membros da força paramilitar voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária, parecessem ter regressado aos seus quartéis. 

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país. 

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à pena de morte e execuções extrajudiciais de manifestantes detidos.   

A Iran Human Rights (IHRNGO) elevou hoje para 3.428 mortes registadas nos protestos que abalam o Irão há mais de duas semanas, alertando que são casos que conseguiu verificar e que o número real deverá ser superior. 

Em comunicado no seu 'website', a organização não-governamental (ONG), com sede em Oslo, indicou que a maioria das mortes (3.379) foi registada entre 08 e 12 de janeiro, segundo fontes consultadas do Ministério da Saúde e Educação Médica da República Islâmica, a que somam vários milhares de feridos.  

A IHRNGO alertou para "o risco de execuções em massa de manifestantes após julgamentos espetaculares", apelando mais uma vez à comunidade internacional para que atue de forma "a prevenir as atrocidades e a proteger o povo do Irão" da repressão das autoridades. 

"Após o massacre de manifestantes nas ruas nos últimos dias, o poder judicial da República Islâmica está a ameaçar os manifestantes com execuções em grande escala. A comunidade internacional deve levar estas ameaças extremamente a sério", observou Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHRNGO, citado no comunicado. 

A ONG assinalou também que acima de 10 mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, iniciados em Teerão e que se espalharam desde então por mais de 190 cidades em todas as 31 províncias do país.  

A organização observou ainda que os relatos apontam para que a maioria dos mortos tinha menos de 30 anos e que pelo menos 15 eram menores.   

Leia Também: Guterres considera "horríveis" números de mortes no Irão

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2919593/planos-de-execucao-de-manifestantes-no-irao-interrompidos-diz-trump#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 10

top1
1. Casamento Gay

Quim Barreiros

top2
2. Claudia VS Rosinha

Claudia Martins Minhotos Marotos

top3
3. Que O Amor Te Salve Nesta Noite Escura

Pedro Abrunhosa com Sara Correia

top4
4. Porque queramos vernos feat. Matias Damasio

Vanesa Martín

top5
5. Dona Maria

Thiago Brava Ft. Jorge

top6
6. Deus de Promessas

Davi Sacer

top7
7. Caminho no Deserto

Soraya Moraes

top8
8.

Midian Lima

top9
9. Lugar Secreto

Gabriela Rocha

top10
10. A Vitória Chegou

Aurelina Dourado


Anunciantes