Plano municipal de emergência ativado em Arcos de Valdevez
- 07/02/2026
Em comunicado enviado à agência Lusa, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, no distrito de Viana do Castelo, referiu que "o município se encontra em contingência, com efeitos retroativos entre as 00h00 de quinta-feira e as 23h59 do dia 15 face ao risco elevado de cheias, inundações e instabilidade de taludes no concelho".
"Temos vales com muita inclinação, temos de prevenir", reforçou.
Contactado pela agência Lusa, o autarca social-democrata disse, às 23h07, que a situação "está calma, mas que há muitas derrocadas e trabalho pela frente".
"Atendendo às condições meteorológicas adversas, apelamos à colaboração de todos os cidadãos e recomendamos que evitem a circulação em zonas ribeirinhas, passagens inundáveis e áreas sinalizadas como de risco", referiu.
O autarca apelou à população para "não atravessar vias ou zonas alagadas, respeitar as indicações das autoridades e da proteção civil e, acompanhar os avisos e atualizações divulgados pelos canais oficiais do município".
"Em caso e emergência contactar o 112. Para informações locais contactar o serviço municipal de proteção civil e os bombeiros voluntários", reforça o apelo.
O município "encontra-se com meios reforçados em articulação com os meios de proteção civil, mantendo o acompanhamento permanente da situação", adianta, alertando que "serão prestadas atualizações regulares sempre que se justifique".
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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