Peste suína africana leva ao abate de centenas de animais
- 14/01/2026
Segundo o chefe de departamento de sanidade animal da direção-geral do Instituto dos Serviços de Veterinária, o diagnóstico durou cerca de cinco dias, "tempo razoável de resposta" e para a tomada de medidas.
Nas últimas semanas, pelo menos 260 suínos foram abatidos em fazendas agropecuárias do Huambo, afetadas pela peste suína africana, confirmada pelos laboratórios do Instituto de Investigação Veterinária de Angola.
"Daqui para frente temos que olhar a peste suína como um ente que deve merecer muita responsabilidade", referiu José Sucumula, em declarações à Televisão Pública de Angola, observando que a doença tem uma alta contagiosidade e mortalidade, mas não é transmissível ao homem.
José Sucumula frisou que a peste suína em Angola é endémica, sendo uma grande preocupação para explorações pecuárias empresariais, "com números consideráveis de animais".
"Daí que precisamos começar a olhar principalmente para as questões de sensibilização, não só dos proprietários, mas da própria comunidade", referiu o especialista, acrescentando que há preocupação com o sistema de criação de suínos à solta, que pode ser "um dos vetores desta doença".
O responsável sanitário realçou que vão realizar campanhas de sensibilização para inverter a criação à solta, para um sistema em que os animais estejam confinados, estando prevista a distribuição de cartilhas de informação às comunidades, sobre o que é a peste suína.
Para o controlo da doença, as autoridades sanitárias do Huambo restringiram a movimentação de animais, equipamentos e produtos derivados da produção de suínos, o reforço da fiscalização sanitária em mercados, feira e pontos de vendas.
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