Penafiel fecha cais de Entre-os-Rios, Sebolido e Rio Mau
- 06/02/2026
Num ponto de situação enviado à agência Lusa cerca das 13:40, a Câmara de Penafiel refere que "registam-se caudais elevados no rio, situação que deverá manter-se nos próximos períodos", razão pela qual decidiu adotar várias medidas de segurança.
De acordo com a fonte, "encontram-se interditos ao público o cais de Entre-os-Rios, o cais de Sebolido e o cais de Rio Mau".
"A Proteção Civil Municipal de Penafiel está a acompanhar a situação de forma permanente, em articulação com as restantes entidades, não havendo, até ao momento, registo de ocorrências relevantes no concelho", refere a autarquia de Penafiel, deixando apelos à população.
Evitar a aproximação às margens dos rios e zonas ribeirinhas inundáveis, respeitar todas as interdições e sinalização existentes, evitar circular em zonas baixas ou atravessar locais sujeitos a inundações e não praticar atividades recreativas ou de pesca junto às margens durante este período são algumas das recomendações.
A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio Douro e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse hoje o comandante adjunto, Pedro Cervaens, num ponto de situação cerca das 07:30.
Entre as medidas possíveis, podem ser implementados "condicionamentos mais restritos" nos municípios onde o rio Douro e rios afluentes, como o rio Tâmega, possam causar danos.
Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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