Pelo menos 21 equipamentos da rede de teatros e cineteatros afetados
- 12/02/2026
A DGArtes refere, em resposta a um pedido da Lusa, ter recebido, na quarta-feira, "reporte de danos por parte de 21 equipamentos RTCP em 20 municípios no Norte, Centro, Oeste e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo, Algarve e Açores".
Num balanço anterior, em 04 de fevereiro, eram 12 os equipamentos com danos reportados.
O Centro continua a ser a zona do país com mais equipamentos afetados, estando suspensa a programação no Teatro-Cine de Pombal, no Teatro José Lúcio da Silva e no Teatro Miguel Franco, ambos em Leiria, e no Teatro Stephens, na Marinha Grande.
No Teatro-Cine a programação foi suspensa até sábado, dia 14, "tendo em conta a situação de calamidade decretada [em vigor até domingo, dia 15], bem como as condições verificadas no território e respetiva mobilização de agentes municipais e comunidades".
Nos teatros de Leiria, onde se registaram infiltrações e danos estruturais em vidros e ar condicionado, entre outros, a suspensão vigora até 26 de fevereiro.
A suspensão de programação no Teatro Stephens dura, pelo menos, até ao final do mês de fevereiro, tendo em conta que a venda de bilhetes para o concerto de Milhanas, marcada para dia 28, está indisponível.
Ainda na região Centro, foram reportados à DGArtes danos no Teatro Municipal da Covilhã, no Teatro Cine de Gouveia, no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, no Cine-Teatro de Estarreja, na Casa da Cultura de Ílhavo e no Teatro Viriato, em Viseu.
Os danos no TAGV, que levaram à interdição do acesso aos gabinetes de produção e de administração, obrigaram à deslocação das equipas administrativas para um edifício adjacente ao teatro.
A Norte, foram afetados o Centro Cultural de Paredes de Coura, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, e o Theatro Gil Vicente, em Barcelos.
Neste último, desde 04 de fevereiro, "agravaram-se infiltrações na cobertura do teatro que criaram fissuras no teto falso sobre o 'foyer', obrigando à mudança da bilheteira de local".
Na zona Oeste e Vale do Tejo, registaram-se danos no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, na Península de Setúbal no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, e no Cine Teatro São João, em Palmela, no Alentejo no Teatro Garcia de Resende, em Évora, e no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) de Portalegre, e nos Açores no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.
No Algarve, o Teatro Lethes, em Faro, está encerrado "por razões de segurança" desde novembro, altura em que ficou com infiltrações no palco, provocadas pela tempestade Cláudia.
A RTCP foi criada em 2019 para combater assimetrias regionais no acesso à cultura e conta atualmente com 103 equipamentos culturais.
Em agosto passado, a DGArtes abriu o terceiro programa plurianual de apoio à programação para os equipamentos culturais da RTCP, com uma dotação de 24 milhões de euros a aplicar entre 2026 e 2029.
O prazo de candidatura a este programa foi prolongado até 11 de novembro, pelo que a decisão final está ainda em curso, segundo as informações mais recentes no portal da DGArtes.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros
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