Pedro Duarte reitera apoio a Seguro: "As razões são múltiplas"
- 21/01/2026
"E eu expressei a minha opinião desde o primeiro minuto, desde a primeira oportunidade. Não tive qualquer hesitação e continuo a não ter. As razões são múltiplas", disse Pedro Duarte que falava aos jornalistas, no centro do Porto, à margem de uma ação de selagem de um alojamento ilegal.
A primeira razão para apoiar Seguro na segunda volta das eleições presidenciais de 8 de Fevereiro, prosseguiu o autarca e ex-ministro dos Assuntos Parlamentares do primeiro governo de Luís Montenegro, "é óbvia" e prende-se com o papel do Presidente da República.
"No nosso sistema é, felizmente, um papel de moderação, de árbitro, que se posiciona acima da trica partidária e que, em certo sentido, é a última reserva do país. Temos um candidato que se posiciona dessa forma, por muito que nos entusiasme mais ou menos, posiciona-se nesse local, e temos um outro que, manifestamente, tem um objetivo de querer alcançar o poder até executivo no país através da presidência da República, portanto, desvirtuando as regras democráticas e as regras do nosso sistema vigente", referiu.
Pedro Duarte, que já tinha manifestado esta intenção no domingo no programa da CNN Portugal "O Princípio da Incerteza", reiterou que vai "votar com muita convicção".
"Isso não tenhamos dúvidas nenhumas, porque, de facto, eu acho que estou a defender aquilo que são princípios básicos da nossa democracia e estou principalmente a defender que o futuro do país é um futuro com tranquilidade, com serenidade, para que o Governo possa governar, para que as autarquias possam estar próximas das pessoas e para que o Presidente da República exerça o seu papel de moderação no nosso sistema", justificou.
Para Pedro Duarte disse que o seu posicionamento é "perfeitamente compatível" com a decisão do PSD de não endossar o voto.
"Compreendo que institucionalmente o primeiro-ministro e presidente do PSD têm uma posição diferente, genuinamente acho que é perfeitamente compatível, porque hoje em dia não é o cidadão Luís Montenegro propriamente que ali está, é alguém que tem uma responsabilidade, portanto eu compreendo que ele tenha a posição que tem", acrescentou.
Pedro Duarte disse até compreender que o PSD não avance formalmente com um apoio quer a António José Seguro, apoiado pelo PS, quer a André Ventura, do Chega.
"Compreendo e até posso dizer que concordo que a posição institucional do PSD seja essa e, portanto, não queria que houvesse confusões. Foi explicado pelo primeiro-ministro, o PSD apoiou convictamente um candidato, como sabem, que até é seu militante, da sua base. A partir do momento que manifestamente não conseguiu os seus objetivos, o PSD não tem uma segunda escolha institucionalmente e, portanto, isso parece-me razoável", considerou.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.














