PCP quer apoio às vítimas e investimento em obras para estabilizar solos
- 07/02/2026
Em comunicado enviado à agência Lusa, na sequência do 'mar de lama', com pedras à mistura, vindo da Serra de São Mamede na quinta-feira, a Comissão Concelhia de Portalegre do PCP expressou "total solidariedade" para com os habitantes da cidade.
"Embora, felizmente, não se registem vítimas, os prejuízos nas habitações, infraestruturas, viaturas e redes viárias são profundos e exigem uma resposta célere, clara e organizada por parte do Governo PSD/CDS", lê-se no comunicado.
O PCP defendeu o "apoio imediato e incondicional" a todas as famílias afetadas, bem como "compensações justas" pelos prejuízos existentes e o "investimento urgente" em obras de contenção e estabilização de solos.
E reclamou ainda a implementação por parte do Governo de "um plano de avaliação e efetivo" ordenamento do território, que permita a "estabilização continuada" dos solos e, ao mesmo tempo, a garantia de "condições seguras e dignas" de habitabilidade.
Esta situação ocorrida em Portalegre danificou 52 automóveis, causou danos em habitações e em empresas, principalmente na Avenida de Santo António, paralela ao hospital, de acordo com o primeiro balanço já apresentado pela câmara municipal.
Para os comunistas, estes efeitos da depressão Leonardo "expuseram fragilidades que já vinham de trás".
E, "mais do que uma "fatalidade", o ocorrido na cidade alentejana reflete a "negligência histórica" dos sucessivos governos quanto ao ordenamento do território e à prevenção de riscos naturais.
"Expõe a falta de investimento público na região e a tomada de medidas que contribuam realmente para a melhoria das condições de vida das populações", acrescentou a estrutura comunista.
Na sequência da enxurrada de quinta-feira, de acordo com a Câmara de Portalegre, três pessoas ficaram desalojadas.
Nesse dia, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo especificou à Lusa que os locais mais atingidos na cidade foram a Avenida de Santo António e a entrada principal do hospital da cidade, tendo o alerta sido dado às 06h49.
"A ribeira galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo", arrastando veículos, detritos e pedras, disse a mesma fonte, revelando que a entrada principal do hospital "ficou inoperacional".
Portugal continental começou a sentir hoje de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
Toda a faixa costeira e treze distritos de Portugal continental estão atualmente sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, precipitação, vento forte e neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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