Paulo Raimundo diz que resultado das eleições "conduz ao voto" em Seguro
- 18/01/2026
"Esta é uma opção que exige de forma clara e evidente o voto contra a candidatura de André Ventura e que conduz o voto em António José Seguro", afirmou Paulo Raimundo, numa reação aos resultados das eleições presidenciais no hotel, em Lisboa, que serviu de quartel-general da candidatura de António Filipe.
Para o líder comunista, a "passagem à segunda volta de António José Seguro e André Ventura configura um quadro em que, do desfecho das eleições, não é possível afastar do exercício das funções presidenciais uma clara identificação com a política direita e o que ela representa de apoio e promoção dos interesses dos grupos económicos".
"Face às candidaturas em presença, impõe-se impedir a possibilidade de vir-se a instalar como Presidente da República alguém que, para lá do compromisso com a política de direita e de partilha de muitas das opções do atual Governo e de maioria parlamentar, assume de forma clara uma agenda e conceções reacionárias retrógradas, antidemocráticas de questionamento do regime democrático e de ostensiva desvalorização e ataque à Revolução de Abril", afirmou.
Paulo Raimundo, que discursou logo depois de António Filipe, o candidato presidencial apoiado pelo PCP e PEV, referiu que o resultado obtido "fica aquém do valor da sua candidatura e da candidatura que é portadora do rumo necessário e da resposta aos problemas que afetam os trabalhadores, o povo e a juventude, seja no âmbito das eleições, seja para lá das eleições".
"Um resultado construído num quadro de uma campanha eleitoral de tratamento desigual, de promoção e favorecimento de outras candidaturas, focada no acessório para ocultar e dissimular as questões cruciais da vida nacional (...). Uma campanha marcada pela chantagem, condicionamento e opção de livre voto", afirmou ainda.
Para o líder comunista, "a intensificação da ofensiva do Governo, suportada no apoio do Chega e da Iniciativa Liberal, e contando com a cumplicidade do PS, assegurando desde logo a acumulação colossal dos lucros nos grupos económicos, está a promover o agravamento da exploração, das injustiças, das condições de vida dos trabalhadores do povo e da juventude".
Acrescentou ainda que a "situação do país, os problemas económicos e sociais, a ofensiva do Governo com a sua política de agravamento da exploração e empobrecimento, exigem o desenvolvimento da luta contra o pacote laboral, pela sua retirada, pelo aumento dos salários e das pensões, pela melhoria das condições de vida, pela defesa e valorização dos serviços públicos, desde logo do Serviço Nacional de Saúde, da escola pública, da Segurança Social, pelo direito à habitação e em prol da paz e da solidariedade e cooperação entre os povos".
"Saudando e valorizando esta luta intensa, esta luta imensa que está em curso dos trabalhadores das populações e da juventude, reafirmamos que podem contar com o PCP na defesa dos direitos para uma vida melhor, pela rutura com a política de direita e para criar as condições para abrir o rumo daquilo que se impõe, daquilo que esta candidatura transportou dessa política alternativa, patriótica e de esquerda", concluiu Paulo Raimundo.
[Notícia atualizada às 22h13]
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