Parlamento recorda legado académico e científico do físico Nuno Loureiro
- 13/02/2026
O projeto apresentado pela Comissão de Educação e Ciência recorda Nuno Loureiro, que foi assassinado em dezembro de 2025 em Boston, nos Estados Unidos da América, pelo seu "percurso académico e científico de excelência que o tornou numa das figuras mais destacadas da ciência portuguesa da sua geração".
Lembrando o impacto da sua investigação "na física teórica e experimental, abrindo novas perspetivas para o desenvolvimento de energia limpa e sustentável", a Assembleia da República manifesta pesar pela sua morte, "presta homenagem ao notável percurso académico e ao inestimável contributo para o avanço da física" e "endereça à sua família e amigos as suas mais sentidas condolências e solidariedade".
Nuno Loureiro, 47 anos, que dirigia o Centro de Ciência do Plasma e Fusão do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foi morto a tiro na sua casa, em Brookline, na Área Metropolitana de Boston, Estado de Massachusetts.
O docente e investigador foi transportado para um hospital de Boston, onde foi declarado o óbito hoje de manhã e a polícia abriu uma investigação de homicídio.
A morte do físico Nuno Loureiro, baleado em Boston, foi anunciada hoje em Portugal pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma audição parlamentar, sem avançar mais informações.
Formado em 2000 em Engenharia Física Tecnológica pelo IST e doutorado em 2005 em Física pelo Imperial College London, no Reino Unido, Nuno Loureiro juntou-se em 2016 ao MIT, onde era também professor.
Desde maio de 2024 dirigia o Centro de Ciência do Plasma e Fusão do MIT, um dos maiores laboratórios do instituto, onde desenvolvia trabalho em física teórica e as suas aplicações em fusão nuclear.
No Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, unidade do Técnico onde se tornou investigador em 2009, liderou o grupo de Teoria e Modelização.
Citado em 2024 pelo IST, Nuno Loureiro defendia que "a energia de fusão irá mudar o curso da história da humanidade".
Nos Estados Unidos recebeu, em 2017, o Prémio Carreira da Fundação Nacional de Ciência e, mais recentemente, em 2025, o Prémio Presidencial de Início de Carreira para Cientistas e Engenheiros, concedido em janeiro pelo então Presidente Joe Biden.
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