Parlamento Europeu debate tempestade Kristin na terça-feira
- 04/02/2026
A decisão foi tomada por consenso numa reunião da Conferência de Presidentes do Parlamento Europeu (PE), o órgão político que define a agenda da sessão plenária e é composto pela presidente da instituição, Roberta Metsola, e pelos presidentes dos oito grupos políticos com assento parlamentar.
O debate irá ser sobre "fenómenos metereológicos extremos" no sul da Europa. Além da depressão Kristin, irão também ser debatidas as tempestades em Itália, Malta e Grécia.
Na semana passada, PSD e PCP tinham anunciado que iriam pedir o agendamento deste debate.
Numa nota enviada à agência Lusa, o chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu, o eurodeputado Paulo Cunha, saúda a realização deste debate, considerando "fundamental que o PE debata e reflita sobre os fenómenos extremos cada vez mais frequentes".
"As autarquias estão na linha da frente do combate, mas a dimensão do problema obriga a uma intervenção multinível. Todos temos de estar preparados e focados na melhoria das medidas preventivas e nos mecanismos de solidariedade disponíveis na UE", afirma o eurodeputado.
Por sua vez, o eurodeputado do PCP João Oliveira considera, também numa nota enviada à Lusa, que o agendamento deste debate "abre um espaço importante de discussão sobre a resposta que é necessária ao drama que as populações estão a viver".
"A aprovação da nossa proposta de debate no PE é ainda mais importante tendo em conta que os partidos que apoiam o Governo não permitiram que esse debate se fizesse na Assembleia da República", afirma.
De acordo com o Regimento do Parlamento Europeu, "cada grupo político tem o direito de propor pelo menos um debate por ano sobre um assunto de atualidade da sua escolha".
"A Conferência dos Presidentes assegura, ao longo de 12 meses consecutivos, uma repartição equitativa do exercício desse direito entre os grupos políticos", lê-se no regimento.
A próxima sessão plenária do Parlamento Europeu decorre entre os dias 09 e 12 de fevereiro em Estrasburgo.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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