Parlamento anuncia libertação de 17 presos políticos na Venezuela
- 14/02/2026
"No âmbito da lei de amnistia, 17 pessoas privadas de liberdade na [comando policial conhecidas como] Zona 7 estão a ser libertadas neste momento", escreveu Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, nas redes sociais.
Jorge Rodríguez é irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, que ocupa o cargo desde a captura de Nicolás Maduro pelos militares norte-americanos em 03 de janeiro.
Familiares dos detidos indicaram através da aplicação WhatsApp não ter constatado qualquer libertação imediata da Zona 7.
Várias famílias estão a acampar em frente a este comando da polícia desde o primeiro anúncio das libertações por Delcy Rodríguez, em 08 de janeiro, em protesto pelo não cumprimento da libertação dos presos, uma promessa reiterada há uma semana por Jorge Rodríguez.
Esta sexta-feira, um grupo de presos políticos na Zona 7 iniciou uma greve de fome para exigir a libertação e vários dos respetivos familiares anunciaram a intenção de também iniciar a greve de fome hoje, a partir das 06:00, hora local (10:00 TMG)
O Comité de Direitos Humanos do partido Vente Venezuela, liderado pela opositora e Prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, lamentou numa publicação na rede social X que os familiares sejam "castigados com a incerteza, com o silêncio imposto, com a dor de não saber" se os seus próximos serão libertados.
Esta sexta-feira, a ONG Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) indicou nas redes sociais que um grupo de "mais de 300 presos" comuns iniciou uma greve de fome na prisão conhecida como Tocuyito, no estado venezuelano de Carabobo (norte), em protesto contra "supostas torturas físicas e psicológicas a que são submetidos diariamente".
Um total de 644 pessoas permanecem detidas na Venezuela por motivos políticos, de acordo com a ONG Foro Penal. Do total de presos políticos, 564 são homens e 80 mulheres, de acordo com o último boletim da organização, divulgado também esta sexta-feira, com dados da última segunda-feira.
Dentro deste grupo, 459 são civis e 185 militares, e apenas um deles é menor de idade. Entre os presos políticos, há 55 estrangeiros ou com dupla nacionalidade.
Na terça-feira, o Foro Penal, que lidera a defesa legal dos presos políticos na Venezuela, informou que verificou 431 libertações desde 08 de janeiro até esta terça-feira às 18 horas (22 horas TMG).
O Foro Penal precisou que "não são consideradas libertações os casos em que, após sair de um centro de detenção, a pessoa permanece privada de liberdade sob prisão domiciliar", como acontece com vários opositores, entre eles o líder Juan Pablo Guanipa, próximo de María Corina Machado.
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