"Os países europeus seguiram o caminho da militarização", acusa Rússia
- 12/02/2026
"Os países europeus seguiram o caminho da militarização apesar da difícil situação das suas economias. A presença militar da NATO está a aumentar e o número de provocações no espaço aéreo e em alto-mar está a crescer", declarou Sergei Shoigu em entrevista à agência de notícias russa Interfax.
Segundo o antigo ministro da Defesa, a Aliança Atlântica está a realizar manobras que simulam ataques contra a Rússia e a Bielorrússia.
"Só nos países bálticos e na Polónia, entre 30 de janeiro e 06 de fevereiro deste ano, foram realizados nove exercícios militares, que incluíram, entre outras coisas, exercícios com munições reais utilizando o sistema de lançamento múltiplo de foguetões HIMARS, de fabrico norte-americano", criticou.
Shoigu acrescentou que "a Aliança está efetivamente a criar uma testa de ponte para a agressão militar", referindo-se também aos membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, que reúne antigas repúblicas soviéticas.
"Os principais mecanismos para garantir a estabilidade estratégica foram descartados, e isso não foi culpa nossa. É o resultado das ações deliberadas e sistemáticas dos países ocidentais", afirmou o dirigente russo, que foi ministro da Defesa até 2024, tendo gerido os primeiros dois anos da invasão das forças de Moscovo da Ucrânia.
Em relação à situação de segurança internacional após o fim do tratado de desarmamento nuclear START III, Shoigu voltou a criticar os Estados Unidos, cujas "declarações sobre a vontade de trabalhar em conjunto para reforçar a estabilidade estratégica não passaram de 'slogans' populistas".
O secretário de Segurança de Moscovo indicou que a Rússia "continua aberta a estudar iniciativas para criar novos acordos sobre a estabilidade global, caso se verifiquem as condições correspondentes".
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou na quarta-feira que Moscovo respeitará os limites estipulados pelo START III, desde que os Estados Unidos façam o mesmo.
Lavrov observou que os Estados Unidos nunca responderam à proposta do Presidente russo, Vladimir Putin, de prolongar o cumprimento do tratado por pelo menos um ano.
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