Os 3 alimentos mais associados à bactéria E. coli (e porquê)
- 13/02/2026
Conhecida como Escherichia coli, a E. coli é uma bactéria encontrada nos intestinos de humanos e animais. Alguns tipos desta bactéria poderão causar doenças gastrointestinais graves, sendo que um dos mais perigosos - a E. coli produtora da toxina Shiga (STEC) - poderá levar à insuficiência renal e à morte, sobretudo em grupo de risco como crianças, idosos e pessoas com um sistema imunológico mis frágil.
Esta bactéria, conforme realça um artigo do Tasting Table, é associada a alguns alimentos que podem chegar às despesas já contaminados.
No que a isto diz respeito são destacados 3. Veja quais são e porquê.
1. Carne crua
A carne picada é uma das mais vulneráveis a bactérias como a E. coli se os patogénicos se verificarem durante o processamento da mesma. Isto acontece porque uma maior área da superfície da carne fica exposta às bactérias, sendo que o facto de ser picada dissemina ainda mais a bactéria.
No caso da E. coli, esta bactéria é preocupante porque consegue sobreviver a temperaturas mais baixas e multiplicar-se lentamente, mesmo depois do alimento ser congelado.
2. Leite não pasteurizado ("raw milk")
Tem havido inúmeros debates acerca dos benefícios dos produtos lácteos, sobretudo o leite. Verificou-se, especialmente nas redes sociais, uma corrente de pessoas que defendiam o consumo de leite não pasteurizado alegando que esta forma mais natural de o consumir trazia mais benefícios para a saúde.
Hannah Neeleman, dona da quinta Ballerina Farm, que se tornou viral nas redes sociais, foi obrigada a parar de produzir e vender leite não pasteurizado que produzia depois das entidades competentes terem verificado a presença de coliformes no mesmo, um tipo de bactéria da qual a E. coli faz parte.
3. Rebentos crus
Rebentos crus, como os de feijão, estão entre os potenciais portadores de E. coli, tendo sido considerados responsáveis por um dos maiores surtos da bactéria na era moderna.
Em 2011, esta bactéria afetou quase 4 mil pessoas, dando origem a 53 mortes. Uma investigação levada a cabo pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos concluiu que o surto teve origem num lote de feno-grego, uma planta aromática originária da Ásia e do Sul da Europa.
Uma vez que este vegetal precisa de humidade e de calor para crescer, isto acaba por criar as condições ideais de proliferação de bactérias. O facto de ser consumido cru - uma vez que esta é a maneira considerada mais saudável - torna-o um dos principais transmissores da bactéria.














