Organização alerta para novo "normal climático" e pede mais prevenção

  • 09/02/2026

A propósito das depressões que têm afetado Portugal e que já estiveram na origem de 15 mortes, a organização, pela voz de Catarina Grilo, diretora de conservação e políticas, disse que a intensidade destes fenómenos "já não pode ser encarada como excecional".

 

"A ciência é clara ao indicar que estamos a entrar num novo normal climático, no qual eventos extremos se tornam mais intensos devido ao aquecimento global, que aumenta a capacidade da atmosfera de reter humidade e potencia episódios de chuva intensa concentrada no tempo ou, por oposição, episódios de escassez de água prolongados".

O "novo normal" está a expor a vulnerabilidade do país, mas Portugal continua a investir muito abaixo do necessário em adaptação às alterações climáticas, constatou a WWF, que cita um estudo segundo o qual Portugal terá de multiplicar por 10 o investimento anual, até 2050, para responder ao aumento da exposição ao calor extremo, às secas e às cheias.

Segundo a organização, Portugal aposta de mais na reação, com custos que são largamente superiores ao que se gastaria em prevenção. E por isso a WWF exige mais do que resposta a emergências, exige "planeamento, investimento adequado e a recuperação da natureza como aliada fundamental" na proteção de pessoas, territórios e do futuro do país.

"O restauro da natureza é uma das ferramentas mais eficazes, custo-eficientes e duradouras para aumentar a resiliência do território português face às tempestades e outros fenómenos extremos", acrescentou também Catarina Grilo.

A necessidade de colocar a natureza no centro da resposta climática, com medidas como o aumento do restauro de ecossistemas degradados, incluindo rios, zonas húmidas, florestas autóctones ou áreas costeiras, tem sido defendida pela WWF Portugal.

A associação também tem alertado para o perigo de construir em áreas classificadas como Reserva Ecológica Nacional (REN) uma vez que funciona como infraestrutura natural de proteção ecológica.

As zonas húmidas, ribeiras, e leitos de cheia renaturalizados absorvem e desaceleram a água da chuva, reduzindo cheias repentinas. E solos vivos e florestas diversas aumentam a infiltração da água, diminuindo a erosão e estabilizando as encostas, exemplificou.

E na costa os sistemas dunares e sapais atenuam o impacto das tempestades marítimas e da subida do nível do mar. Já nas cidades os espaços naturais ajudam a gerir a água da chuva e reduzem os riscos de inundações.

A WWF pede por isso um "aumento significativo" do investimento público e privado em adaptação, com as soluções baseadas na natureza integradas nos planos nacionais, regionais e municipais.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

Leia Também: Caldas de Penavoca com produção "totalmente parada" e sem perspetivas

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2936071/organizacao-alerta-para-novo-normal-climatico-e-pede-mais-prevencao#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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