Orelha foi agredido por quatro adolescentes no Brasil. Caso gera revolta
- 27/01/2026
Quatro adolescentes são suspeitos de agredir brutalmente um cão comunitário - o Orelha - na Praia Brava, em Florianópolis, no Brasil. O animal teve de ser eutanasiado devido à gravidade dos ferimentos. O caso está a chocar o país.
De acordo com uma investigação as agressões aconteceram no dia 4 de janeiro. No entanto, o caso só chegou às autoridades no dia 16 de janeiro.
Orelha foi encontrado ferido por populares, tendo sido levado para uma clínica veterinária. No dia 5 de janeiro, foi eutanasiado devido à gravidade dos ferimentos.
Segundo o site brasileiro g1, que cita a Delegacia, não existem imagens sobre o momento exato da agressão ao cão comunitário Orelha, mas haviam sido registados casos semelhantes na mesma região e no mesmo período, que somados aos depoimentos de testemunhas ajudaram a que fosse possível identificar os suspeitos.
A Polícia Civil deu ainda conta de que o mesmo grupo de adolescentes tentou afogar um outro cão, chamado Caramelo, na mesma praia. Sabe-se ainda que os resultados dos exames periciais feitos a Orelha confirmaram que o animal foi atingido na cabeça com um objeto contundente (sem ponta ou lâmina).
O mesmo meio adiantou ainda que foram indiciados três adultos que são suspeitos de coagir pelo menos uma testemunha na investigação sobre a morte do Orelha - que terá sido agredido por quatro adolescentes.
Numa conferência de imprensa, as autoridades avançaram que os três adultos são os pais e um tio dos suspeitos, sendo que dois são empresários e um outro é advogado.
Mas quem era Orelha?
O Orelha era um cão comunitário que vivia na Praia Brava, local que conta com três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes daquele região.
"Muita gente vinha trazer comida para eles, mas eu era o responsável por alimentá-los todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado", disse Mário Rogério Prestes, um aposentado que tomava conta dos animais.
Já a veterinária Fernanda Oliveira descreveu Orelha como "sinónimo de alegria", notando que era um animal dócil, brincalhão e fazia sucesso entre os turistas.
IRA (também) reagiu: "O que aconteceu ao Orelha não começa na violência"...
A organização não governamental portuguesa - IRA - recorreu às suas redes sociais para se pronunciar acerca de este caso que está a chocar o Brasil e não só.
"O que aconteceu ao Orelha não começa na violência. Começa muito antes. Começa na ausência de educação, empatia e valores", pode ler-se numa publicação no Instagram.
O IRA refere que "é por isso que palestras nas escolas são tão importantes". "Quando ensinamos uma criança a respeitar um animal, não estamos apenas a falar de cães ou gatos", continua.
"Estamos a ensinar empatia, responsabilidade, limites e humanidade. Estamos a prevenir que cresçam a achar normal magoar quem é mais fraco, quem não se pode defender, quem depende de nós", afirma.
E acrescenta: "A violência contra animais aprende-se. Mas o respeito também"
O IRA defende que "educar é prevenir" e "prevenir é salvar vidas - humanas e animais".
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