Oposição critica governo de Timor-Leste após 5 mortes devido a dengue
- 03/02/2026
"A incapacidade da ministra [da Saúde] Elia Amaral leva a que alguns doentes tenham de deitar-se no chão e outros sentados em cadeiras para receber assistência ou tratamento de saúde. Há vários vídeos e imagens a circular publicamente sobre o colapso do nosso sistema de saúde devido à atitude de uma pessoa, o comportamento de Elia Amaral", afirmou a deputada da Fretilin, Helena Martins.
Para a deputada, o surto de dengue é "uma grande vergonha" para o Governo.
"O povo, sobretudo as crianças, precisa de proteção antes do aparecimento da dengue, e não depois de os gráficos da doença começarem a aumentar", disse Helena Martins.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o total de casos de dengue registados desde o início do ano é de 1.310. A doença provocou a morte a cinco crianças.
"A dengue é uma preocupação de saúde pública e os profissionais de saúde de Timor-Leste têm envidado esforços, energia, tempo e os conhecimentos de que dispõem para prestar cuidados aos doentes com dengue, utilizando os equipamentos disponíveis para responder às necessidades destes pacientes", afirmou Maria Gorumali Barreto, deputada do Conselho Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT, no poder).
A deputada, que é também presidente da comissão do parlamento responsável pelos assuntos da Saúde, Segurança Social e Igualdade de Género, salientou, contudo, que há um elevado número de doentes internados, que obrigou o Ministério da Saúde a transferir doentes do principal hospital do país para um edifício em Tasi Tolu, para tratamento dos pacientes com dengue.
O Ministério da Saúde, em conjunto com as equipas no terreno, tem realizado atividades de fumigação e intervenções nos bairros considerados de risco, apelando às comunidades para a limpeza de valetas e de outros locais propícios à proliferação do mosquito.
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