Operadoras vão distribuir cartões eSIM nas zonas afetadas pelo mau tempo
- 19/02/2026
O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, revelou, esta quinta-feira, que convocou todas as operações de comunicação em Portugal e que concordaram em distribuir mais de cinco mil cartões eSIM que "funcionarão em todas as redes" nas zonas do país onde está a ser mais difícil repor as comunicações.
Em entrevista à CNN Portugal, o governante admitiu que será possível repor a eletricidade a todos os clientes da E-Redes "nas próximas semanas" e, consequentemente, as comunicações nas zonas mais afetadas pela passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta.
Até lá, o ministro pretende "acelerar o processo" e, por isso, convocou "todas as operações de comunicação" em Portugal na quarta-feira.
"Chegámos a um acordo para fazer uma distribuição naqueles territórios que mais dificilmente terão comunicações. Serão distribuídos cerca de cinco mil cartões eSIM roaming, que funcionarão em todas as redes de forma transparente nas zonas onde é mais difícil repor a rede", anunciou, prevendo, contudo, "dentro de duas semanas teremos 100% da rede móvel a funcionar".
O responsável frisou, ainda, que o "setor privado mobilizou-se" e está a fazer "investimentos enormes" devido à "destruição massiva" que sofreu. "Tanto a rede elétrica como a rede de comunicação, tiveram uma enorme destruição e estão mobilizadas para repor [a normalidade]", destacou.
Pinto Luz garantiu que o "Governo fez tudo o que estava ao seu alcance para mobilizar o maior número de geradores possível", à semelhança da "E-Redes, da Proteção Civil e da Defesa Nacional".
"Temos milhares de geradores no terreno. Temos concelhos que chegaram a ter dezenas e dezenas de geradores. Isto é um movimento absolutamente anormal de capacidade de mobilização", frisou.
Sublinhe-se que 18 pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.
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