ONU pede desescalada das tensões na região etíope do Tigray
- 10/02/2026
"Todas as partes devem empreender esforços concertados e contínuos, com o apoio da comunidade internacional, em favor de uma desescalada das tensões antes que seja tarde demais", afirmou Volker Türk, em comunicado.
Em janeiro, combates opuseram as tropas federais etíopes a forças do Tigray, na região do mesmo nome, a primeira situação muito preocupante desde o fim da guerra sangrenta, em 2022, nesta região do norte da Etiópia.
Os primeiros confrontos diretos entre o exército federal e as forças do Tigray tinham ocorrido em novembro de 2025 na região vizinha de Afar.
Estas tensões trazem o risco de regresso de um conflito, após a sangrenta guerra que, entre novembro de 2020 e novembro de 2022, opôs o exército etíope às forças das autoridades da região do Tigray, oriundas do Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF, na sigla em inglês), partido que governou a Etiópia durante quase três décadas até à chegada, em 2018, do atual primeiro-ministro, Abiy Ahmed.
"A situação continua extremamente instável e receamos que se deteriore ainda mais, agravando uma situação já precária em termos de direitos humanos e humanitária na região", destacou Türk.
"Ambos os lados devem afastar-se do precipício e esforçar-se por resolver as suas divergências por meios políticos", acrescentou, apelando a que as alegações de graves violações de direitos humanos sejam "objeto de investigações rápidas e independentes, independentemente de quem sejam os autores".
Segundo o Alto Comissário, os confrontos entre o exército federal e as Forças de Segurança do Tigray (TSF, na sigla em inglês) intensificaram-se a 26 de janeiro no Tigray, antes de as TSF se retirarem da zona de Tselemti a 01 de fevereiro.
'Drones', artilharia e outras armas foram utilizados por ambos os lados, segundo a ONU.
"Os civis voltam a encontrar-se, uma vez mais, encurralados pela escalada das tensões, com as TSF e as ENDF [Força de Defesa Nacional da Etiópia] a procederem, segundo informações, a detenções por suposta afiliação ao campo adversário. Isto tem de parar", exigiu Türk.
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