ONU ausente da primeira reunião do Conselho de Paz de Donald Trump
- 18/02/2026
"Tom Fletcher tinha sido convidado a participar. Infelizmente, devido a uma agenda extensa e a uma viagem (...) ao Sudão do Sul, não poderá ir. No entanto, estamos a fornecer informações para as discussões sobre o trabalho humanitário que temos vindo a realizar desde o cessar-fogo" em Gaza, explicou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, frisando que a organização liderada por António Guterres não terá representação na reunião de quinta-feira, marcada para Washington.
A reunião de quinta-feira vai decorrer na capital federal norte-americana com a participação de governantes de mais de 30 países, como Israel, Argentina, Arábia Saudita e Egito.
Numa conferência de imprensa, em Nova Iorque, Dujarric recordou que o trabalho do Conselho de Paz para Gaza foi votado e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, pelo que as Nações Unidas e o organismo continuam em contacto através de Tom Fletcher e de Ramiz Alakbarov, o coordenador humanitário da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados.
Presidido de forma vitalícia por Trump, o organismo foi inicialmente apresentado como uma das peças-chave para supervisionar o plano de paz para a Faixa de Gaza, mas o tratado fundador da estrutura acabou por revelar um mandato muito mais vasto, ao propor-se a resolver conflitos armados em todo o mundo e ambicionando tornar-se uma organização alternativa às Nações Unidas.
Trump lançou o Conselho de Paz no Fórum Económico Mundial de Davos, em janeiro, e cerca de 20 países, todos aliados de Washington, assinaram a carta fundadora.
Para ter um lugar permanente na organização o preço a pagar é de mil milhões de dólares (cerca de 854 mil milhões de euros).
Dias antes da reunião inaugural em Washington, Trump divulgou que os Estados-membros vão destinar cinco mil milhões de dólares (cerca de 4,2 mil milhões de euros) para a reconstrução da Faixa de Gaza.
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