ONG alertam sobre uma "escalada" de repressão em Cuba
- 07/02/2026
Ambas as ONGs, em comunicados separados, falaram de detenções arbitrárias, vigilância ilegal e negação de direitos a cidadãos e presos.
A Amnistia Internacional expressou a sua "profunda preocupação" perante estes factos, que "se somam a um contexto marcado pela deterioração da saúde e das condições de detenção de várias pessoas presas".
Nesse sentido, Johanna Cilano, investigadora para as Caraíbas da ONG, afirmou nas redes sociais que estas "práticas autoritárias que o Estado cubano está a usar" correspondem a um "padrão sistemático" para "punir e dissuadir qualquer forma de dissidência".
Por outro lado, o OCDH detalhou, no seu relatório mensal sobre a repressão na ilha que, em janeiro, foram detetadas "pelo menos 390 ações repressivas", entre elas "42 detenções arbitrárias e 348 abusos".
"O ano começa com um aumento da repressão em Cuba, devido ao evidente nervosismo do regime após a captura [do presidente da Venezuela] Nicolás Maduro. Ao mesmo tempo que o regime anuncia mais privações e restrições" para a população, sublinhou esta ONG com sede em Madrid.
A Amnistia Internacional recordou, por sua vez, as detenções de ativistas e dissidentes ocorridas em janeiro, como foi o caso de Dagoberto Valdés e Yoandy Izquierdo.
Além da vigilância de outros opositores, como o presidente do Conselho para a Transição Democrática em Cuba (CTDC), Manuel Cuesta Morúa, ou a líder das Damas de Branco, Berta Soler.
No final de janeiro, várias ONG denunciaram uma série de operações policiais para impedir que dez opositores e jornalistas independentes assistissem a um encontro com o embaixador dos Estados Unidos na ilha, Mike Hammer.
Nas últimas semanas, também têm sido conhecidas várias sentenças a pessoas presas por motivos políticos, como a da jornalista independente e intelectual José Gabriel Berrenechea (seis anos de prisão) e a do rapper crítico Fernando Almenares OBDC (cinco anos).














