Obras da marginal de São Tomé avançadas. "Nível de execução está elevado"
- 16/01/2026
Américo Ramos falava à imprensa no final de uma visita às obras que contam com financiamento do Governo dos Países Baixos e do Banco Europeu de Investimento.
"O objetivo é constatar 'in loco' algumas preocupações em relação ao andamento desta obra, que já se encontra numa fase bastante avançada. Como sabem, nestes últimos doze meses, a obra acelerou-se bastante. O nível de execução está elevado e, prevendo o término da obra já no final do ano, seria bom fazer uma revisão e também perceber algumas reclamações que têm vindo da população", disse Américo Ramos.
O chefe do Governo são-tomense sublinhou que "esta obra foi concebida há algum tempo e o objetivo era diminuir a circulação de transportes e aumentar a ciclovia, dando prioridade à ciclovia e aos passeios", o que motivou a diminuição da largura da faixa de rodagem.
Neste sentido, o primeiro-ministro são-tomense disse que, face ao avançar da obra, não será possível realizar grandes alterações, e as que forem necessárias deverão ser sempre comunicadas aos financiadores.
No entanto, Américo Ramos disse que o Governo suspendeu a construção de um estaleiro à frente de uma capela histórica da capital do país, e decidirá sobre como aproveitar a obra já iniciada em acordo com os financiadores.
Grande parte das críticas ao projeto relacionam-se com a dimensão da faixa de rodagem, as rotundas e os muros de vedação.
Américo Ramos disse que "grandes alterações não podem ser feitas" e assegurou que a empresa construtora tem feito "a adequação e compatibilização de algumas situações", conforme as observações feitas pelo Governo.
Américo Ramos acrescentou que o Governo irá tratar de conceder uma indemnização aos pescadores, uma decisão que considerou de grande urgência.
A primeira pedra para a requalificação e proteção costeira da marginal 12 de julho, em São Tomé, foi lançada em 12 de março de 2024, pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada (2022-2025), mas as obras só começaram meses depois envolvendo apenas dois lotes, que vão da zona perto do Hospital até ao cruzamento de São Marçal, perto da Assembleia Nacional.
O projeto da marginal foi concebido em 2017, com um custo inicial estimado de 25 milhões de euros, garantidos através do cofinanciamento por parte do Governo holandês (50%) e 50% em crédito do Banco Europeu de Investimento (BEI), mas o custo elevou-se para cerca de 38 milhões de euros, cujo valor adicional o Governo está a negociar com o Banco Mundial.
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