O sinal inofensivo que pode aumentar o risco de Alzheimer em quase 70%

  • 30/01/2026

Segundo um novo estudo da universidade de Liverpool existe um sinal no sangue que pode revelar um aumento do risco de Alzheimer em quase 70%. Em causa estão picos de açúcar no sangue que ocorrem duas horas após as refeições.

 

O estudo analisou dados de mais de 350 mil pessoas com idades entre os 40 e os 69 anos. Concluíram que pessoas com picos de açúcar depois das refeições corriam um maior risco de desenvolver distúrbios cerebrais.

De acordo com dados mais concretos, o estudo apontou que no caso de quem tivesse picos de açúcar no sangue duas horas depois da refeição a probabilidade de vir a desenvolver Alzheimer era 69% mais elevada.

Outros dados de glicose, como em jejum, por exemplo, não apresentaram um risco significativo. O estudo foi publicado na revista Diabetes, Obesity and Metabolism. 

Sinal do risco de Alzheimer

"Esta descoberta pode ajudar a moldar futuras estratégias de prevenção, destacando a importância do controlo do açúcar no sangue não apenas de forma geral, mas especificamente após as refeições", comentou em comunicado Andrew Mason, um dos responsáveis pelo estudo, aqui citado pela Fox News.

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Com o tempo, altos níveis de açúcar no sangue danificam os vasos sanguíneos do cérebro, o que aumenta o risco de problemas de memória e aprendizagem", disse a nutricionista Tanya Freirich à mesma publicação.

“O cérebro depende da glicose como fonte de energia, portanto, qualquer restrição dessa fonte devido a danos nos vasos sanguíneos pode prejudicar ainda mais a conectividade funcional do cérebro. O excesso de glicose também prejudica o funcionamento do nosso cérebro”, continuou.

Alzheimer. Médica revela como prevenir e minimizar a progressão da doença

Em comunicado, a médica de clínica geral Tânia Lima, falou sobre esta doença, formas de prevenção e ainda como é possível minimizar a progressão.

“Há doenças que o tornam mais vulnerável e comprometem a sua capacidade de regeneração. A diabetes tipo 2, a obesidade, a hipertensão arterial e outras patologias cardiovasculares estão entre as mais comuns com repercussões na saúde cognitiva”, começou por dizer.

A má qualidade de sono e algumas perturbações mentais, como a ansiedade e a depressão são outros dos riscos que podem estar associados. A poluição atmosférica pode também levar a processos inflamatórios. Por outro lado, o tabaco pode estar a fragilizar a retirar vitalidade ao cérebro.

"Importa relembrar que o Alzheimer não tem cura. Os tratamentos atuais atenuam sintomas ou atrasam a progressão da doença. A sua prevenção, passa por reconhecer que, estilos de vida saudáveis podem adiar ou até reduzir o risco de aparecimento da doença de Alzheimer.”

É possível prevenir o Alzheimer? Na verdade podem existir estilos de vida que acabam por reduzir o risco. A médica deixou algumas dicas.

Atividade física regular

A atividade física regular é, talvez, uma das estratégias de proteção cerebral mais consolidadas. Caminhar, nadar, dançar ou praticar artes marciais contribuem para melhorar a circulação, preservar a memória e atenção e estimular a plasticidade cerebral.

Estimular o cérebro

O cérebro precisa de ser desafiado para manter a sua vitalidade. Ler com frequência, aprender uma nova língua e resolver problemas de raciocínio são formas simples de estimular a mente e adiar o desgaste natural das células.

Conviver com outras pessoas

A mesma lógica aplica-se às relações sociais, onde a solidão prolongada tem sido identificada como um fator de risco considerável de várias doenças, enquanto o convívio positivo regular exerce um efeito protetor.

Uma alimentação saudável

Outro grande pilar é a alimentação. Padrões alimentares ricos em hortícolas, frutas, peixe, azeite e oleaginosas estão associados a um menor risco de demência.

“No caso do Alzheimer, onde a cura ainda não existe, não falamos de uma prevenção absoluta, mas sim de uma possibilidade de minimizar o risco e atrasar a progressão da doença através de intervenções ativas ao nosso estilo de vida”, continua Tânia

Formas simples (e eficazes) de melhorar o cérebro todos os dias

Formas simples (e eficazes) de melhorar o cérebro todos os dias

Tal como um músculo, o cérebro desenvolve-se à medida que vai sendo estimulado. Assim, quando alguém se propõe a um desafio, a fugir um pouco à rotina ou a aprender algo novo, há uma evolução. Uma neurologista destacou ainda a importância do descanso.

Mariline Direito Rodrigues | 07:52 - 28/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/2929638/o-sinal-inofensivo-que-pode-aumentar-o-risco-de-alzheimer-em-quase-70#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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