"O que estamos a assistir é uma partidarização da Presidência"
- 11/01/2026
"A Presidência da República é um elemento de equilíbrio na nossa Constituição e não deve ser partidarizado. E o que nós estamos a assistir é uma partidarização da presidência", declarou aos jornalistas o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, em Chaves, momentos antes de partir para Ponte de Lima, onde terá a sua última ação de campanha do dia.
De acordo com o almirante, essa tentativa de controlo da Presidência da República por parte dos partidos não é de agora. Mas as atuais "são as eleições em que isso é mais óbvio".
"Estamos perante uma partidarização. Uma tentativa de os partidos no sentido de tomarem conta de mais um órgão de poder. Ou porque têm medo de um desequilíbrio que se crie, ou porque querem garantir um determinado equilíbrio. E eu não concordo com isso", afirmou.
De acordo com o almirante, com o aparecimento da sua candidatura presidencial, "pela primeira vez no processo eleitoral português, há a possibilidade de um Presidente da República verdadeiramente independente".
"Isso, claro, de alguma forma, assustou o sistema partidário, que reagiu. E reagiu como? Cada partido encontrou um representante da sua faixa, do arco-íris partidário. Só que isso divide os portugueses. E a Presidência da República é a ponta do triângulo que tem como missão unir os portugueses", acrescentou.
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