"O que digo ao país é: aqui está Esquerda de confiança, que não desiste"

  • 30/11/2025

"Queremos uma esquerda de pontes, que saiba dialogar, que encontre convergências, que nunca esqueça as prioridades, que olhe para o futuro, de que cada trabalhador e trabalhadora se sinta parte integrante. O que eu digo ao país é isto: aqui está uma esquerda de confiança, que não desiste de nada na luta pelo salário, pela casa, pelo hospital, pelo clima e pelos direitos que fazem de nós uma comunidade. Somos a vossa força pela igualdade e pela liberdade", advogou José Manuel Pureza, na 14.ª Convenção Nacional do BE, que termina hoje, em Lisboa.

 

Num discurso no qual apelou à união, Pureza comprometeu-se a fazer "todos os diálogos necessários para que a esquerda reganhe iniciativa e força em Portugal".

Na ótica do novo coordenador nacional bloquista e antigo vice-presidente da Assembleia da República, o tempo atual exige "uma recusa clara do sectarismo e a junção de forças não só para combater a ofensiva das direitas, mas para lhe contrapor uma contra-ofensiva dos direitos, da igualdade e daquilo que nos faz grandes que é sermos comunidade".

"Nas ruas e onde mais for preciso, o Bloco não se poupará a esforços para juntar toda a gente que quer mais do que resistir porque quer mudar a vida e a política e a quer mudar mesmo. Não será por causa do Bloco que a construção dessa alternativa da esperança ficará por construir", realçou.

BE

BE "precisa de mudar funcionamento interno" para concretizar Democracia

O novo coordenador nacional do BE José Manuel Pureza defendeu hoje que o partido "precisa mesmo de mudar o funcionamento interno" para juntar à democracia formal a "participação militante que a concretiza".

Lusa | 14:55 - 30/11/2025

José Manuel Pureza garantiu que o partido dará um "contributo próprio" para os debates que "pensarão esse horizonte", realçando a necessidade de envolver "pessoas independentes e até de outros partidos e movimentos" e "ouvir muito, aprender muito, discutir muito" para escrever "um novo programa político para o Bloco de Esquerda".

O bloquista realçou que em dois dias de reunião magna, os militantes do partido que agora coordena analisaram "o caminho dos últimos dois anos", liderados por Mariana Mortágua, "a derrota" que sofreu e o que têm que aprender com ela.

"E, feito este balanço, eu quero dizer algo de essencial: em nome do Bloco, peço desculpa ao nosso povo porque a esquerda não conseguiu ainda vencer a direita extrema que estrangula o país. Mas garanto-vos que o Bloco de Esquerda vai à luta com toda a sua energia", assegurou.

Pureza manifestou-se convicto de que "Portugal há-de ser o grande país da democracia e da liberdade, em que o salário de quem trabalha e a pensão de quem trabalhou toda a vida serão respeitados, em que os jovens terão casa, as mulheres e homens serão iguais e a liberdade será mais forte do que ódio".

O dirigente bloquista disse que o partido tem "a humildade suficiente para saber que sofreu derrotas", que "não fez tudo bem" e que vive "um tempo político de hegemonia das direitas".

"Mas também sabemos quem somos e de onde vimos. Os avanços que contaram na vida de quem trabalha tiveram sempre o Bloco na linha da frente. A recusa do sectarismo e da autossuficiência esteve sempre no ADN do Bloco. Contem conosco para isso: saberemos rimar igualdade com unidade. Estaremos onde for necessário, com quem pensa diferente de nós, mas que esteja sintonizado no combate ao governo mais à direita que este país já teve depois do 25 de Abril", prometeu.

Pureza propõe refundação do SNS contra

Pureza propõe refundação do SNS contra "pacto de regime para o desqualificar"

O novo coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, propôs hoje um programa de refundação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), lembrando figuras como Arnaut ou João Semedo, contra o "pacto de regime" que pretende desqualificá-lo.

Lusa | 15:03 - 30/11/2025

No início da sua intervenção, Pureza agradeceu a todos os militantes do BE, incluindo os da oposição interna, e deixou um agradecimento especial a Mariana Mortágua, coordenadora cessante, elogiando a sua participação na flotilha que pretendia levar ajuda humanitária até Gaza.

"A Mariana foi asperamente criticada e atacada por ter ido a Gaza. Pois eu digo-vos com toda a convicção: a ida da Mariana na flotilha só pode ser um orgulho para todas e todos nós e um orgulho para Portugal", disse.

Quanto às presidenciais, Pureza criticou quem tenta reduzir o sufrágio a uma disputa entre quatro candidatos e elogiou Catarina Martins por ser uma "voz aberta e firme, que não pede desculpa por ser de esquerda nem licença para dizê-lo, que junta tanta gente diferente" - incluindo socialistas como Isabel Moreira.

[Notícia atualizada às 15h06]

Leia Também: Moção de Pureza vence com a grande maioria dos votos na convenção do BE

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/politica/2897195/o-que-digo-ao-pais-e-aqui-esta-esquerda-de-confianca-que-nao-desiste#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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