"O que conta é um entendimento sobre um país descentralizado"
- 08/02/2026
José Manuel Bolieiro votou para as presidenciais na sua freguesia natal da Fajã de Baixo, no concelho de Ponta Delgada, e foi questionado sobre se qualquer um dos candidatos serve a autonomia dos Açores.
"O que conta são os poderes constitucionais que o Presidente da República tem e também o entendimento sobre um país descentralizado", afirmou Bolieiro, que, enquanto líder do PSD/Açores, não deu indicação de voto sobre nenhum dos candidatos presidenciais, à semelhança do presidente do partido, Luís Montenegro.
Para o exercício do cargo de Presidente da República, acrescentou, conta, neste contexto, o desenvolvimento de "um trabalho contra os centralistas", que o chefe de Estado pode fazer "enquanto moderador", o que é "bem-vindo do lado dos autonomistas".
"Penso que este é um trabalho do interesse do país. A autonomia política dos Açores e Madeira não [constitui] uma rivalidade entre as regiões autónomas contra o continente, mas sim uma visão nacional que ajuda a dar coesão social e territorial, igualdade de oportunidades a todos os portugueses em qualquer território em que estejam presentes", disse.
Para Bolieiro, a dimensão geopolítica e geoestratégica dos Açores "acrescenta muito valor ao país" e o Presidente da República deve ter "apetência para valorizar os ativos que o país tem".
As assembleias de voto abriram às 08:00 de hoje no continente e na Madeira para a segunda volta das eleições presidenciais, encerrando às 19:00.
Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
Leia Também: Bolieiro reconhece condicionamento do clima no abastecimento ao Corvo













