"O PS vai chamar ao Parlamento o novo diretor do INEM"

  • 07/01/2026

O Partido Socialista (PS) anunciou esta quarta-feira que vai chamar ao Parlamento o novo presidente do INEM para explicar a morte de um homem de 78 anos, que faleceu após ficar três horas à espera de uma ambulância.

 

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, a deputada socialista Mariana Vieira da Silva afirmou: "O PS vai chamar ao Parlamento o novo diretor do INEM para que ele explique em concreto e em detalhe aquilo que aconteceu ontem [terça-feira]."

O partido "espera que o presidente do INEM possa dar todas as respostas quanto à capacidade de resposta do INEM e ao efeito das novas medidas de triagem e à sua eventual relação com este caso".

"Não posso deixar de chamar à atenção que hoje mesmo já temos notícias de que o problema foi mesmo a falta de ambulâncias no distrito de Setúbal", frisou a socialista, afirmando que isto se relaciona "com outra medida que o Ministério da Saúde está a tomar".

"O Ministério da Saúde vai encerrar maternidades e colocar todo o sistema mais dependente de serviços de emergência no distrito de Setúbal onde, pelos vistos - acabei de ouvir o presidente do INEM - há falta de ambulâncias e falta de capacidade de resposta", continuou Mariana Vieira da Silva. "Nós não podemos normalizar este tipo de incidentes", realçou.

A deputada considerou que o PS tem tratado estes temas com "responsabilidade", "serenidade" e "seriedade que eles exigem". No entanto, disse que não se pode continuar a "desvalorizar" estas situações e a "trazer esta sensação aos portugueses de que não há respostas a dar".

"A falta de confiança nas instituições de Saúde e a falta de confiança na resposta de emergência hospitalar é algo que fere decisivamente a capacidade de resposta do SNS e cabe ao PS também garantir que essa confiança se mantém", continuou.

Questionada se o partido exige a demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a socialista respondeu que a existência da governante é "pouco relevante".

"A Sra. ministra da Saúde nunca responde a nenhuma situação de dificuldade, responde sempre a constatar as dificuldades que existem e não tem - é hoje visível - nenhuma resposta para essas dificuldades", considerou Mariana Vieira da Silva.

E acrescentou: "As respostas precisam de ser dadas. E a ministra da Saúde, que pouco aparece, que sempre que as situações estão mais difíceis desaparece durante semanas tem de assumir as suas responsabilidades. Porque as responsabilidades de um ministro não são apenas mudar toda e qualquer administração hospitalar".

A deputada do PS e antiga ministra da Presidência realçou que "o primeiro-ministro, no fim de uma legislatura, decidiu reconduzir uma ministra" que, no seu entender, "estava numa situação de fragilidade política evidente para todos".

"É por isso ao senhor primeiro-ministro que nos dirigimos, porque foi o senhor primeiro-ministro que quis manter esta ministra, manter uma ministra que não tem capacidade de resposta aos problemas do SNS, que vai sempre apresentando medidas e mais medidas e novas medidas e todas elas acabam por falhar e que nunca assume nenhuma responsabilidade", justificou.

"Não podemos continuar a viver num país onde quando um cidadão liga para o INEM espera ter sorte, quando aquilo que é suposto é esperar ter resposta. E é isso que precisamos de ver garantido", afirmou.

Presidente do INEM admite: "Não havia ambulâncias"

Em declarações aos jornalistas esta quarta-feira, o presidente do INEM  admitiu que "não havia ambulâncias na Margem Sul para dar resposta" ao homem de 78 anos e que, por isso, o INEM demorou três horas a chegar ao local.

"O que nós queríamos era enviar a  ambulância ao fim de 15 minutos, foi isso que foi definido, mas infelizmente não havia ambulâncias na Margem Sul para dar resposta", esclareceu.

Luís Mendes Cabral contudo, recusou a ideia  de que esta morte está relacionada com o novo sistema de triagem do INEM, que começou em funcionamento no início deste ano, afirmando que "não há ligação".

O responsável reconheceu, porém, que "não é admissível que uma situação urgente esteja mais que 60 minutos à espera".

"Três horas ultrapassa os prazos definidos pelo IINEM, mas o INEM fez o seu trabalho. Fez a sua triagem, que estava correta, e o pedido de ativação de ambulância", garantiu.

Homem morreu depois de quase três horas à espera do INEM

Um homem morreu esta terça-feira no Seixal depois de quase três horas à espera de socorro do INEM.

A vítima, de 78 anos, ligou pela primeira vez a pedir socorro ao INEM pelas 11h20 de terça-feira, tendo esta situação sido classificada como prioridade 3 - que prevê o acionamento de meios em 60 minutos - mas apenas foi enviada a viatura médica pelas 14h09, quase três horas depois.

Apesar de ter sido considerado uma situação de prioridade 3, a Cruz Vermelha do Seixal não tinha ambulância, e, pelas 13h29, houve uma segunda chamada para o INEM a questionar a demora de meios.

Pelas 14h05 houve uma nova chamada e foi registado que a vítima estava em paragem cardiorrespiratória e pelas 14h09 foi enviada a viatura médica de Almada, que entretanto ficou livre.

Contactado pela Lusa, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) confirmou a informação, admitindo que o novo sistema de triagem, que entrou em vigou no início do ano, possa ter contribuído para o desfecho fatal. Um teoria, contudo, agora contestada pelo presidente do INEM.

Homem morreu no Seixal depois de quase três horas à espera do INEM

Homem morreu no Seixal depois de quase três horas à espera do INEM

Um homem morreu na terça-feira no Seixal depois de quase três horas à espera de socorro do INEM, confirmou o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, admitindo que o novo sistema de triagem possa ter influenciado o desfecho.

Lusa | 07:10 - 07/01/2026

Novo sistema de triagem

Na sexta-feira, o INEM anunciou o início de um novo sistema de atendimento das chamadas recebidas nos CODU (Centro Operacional de Doentes Urgentes). A classificação resulta da avaliação clínica que é realizada pelos profissionais do CODU, com base na informação recolhida durante a chamada para 112.

A prioridade emergente, para situações de risco de vida iminente, implica uma resposta imediata, com o envio de meios de suporte básico de vida, articulados com suporte imediato ou avançado de vida. Para os casos muito urgentes, o novo sistema prevê a chegada do primeiro meio de socorro ao local até 18 minutos e nas situações urgentes, com risco de agravamento clínico, o tempo de resposta previsto é até 60 minutos. Já os pouco urgentes preveem a chega ao local de meios em 120 minutos.

O novo sistema de triagem do INEM tem sido alvo de críticas, com os bombeiros a dizerem que, com a definição dos tempos por prioridades, os doentes são deixados à espera de ambulância, apesar de haver meios disponíveis.

[Notícia atualizada às 15h06]

Morte no Seixal: Resposta do INEM foi

Morte no Seixal: Resposta do INEM foi "expetável. Não havia ambulâncias"

Luís Mendes Cabral, presidente do INEM, afirmou hoje que a morte do homem no Seixal, esta terça-feira, nada tem a ver com a alteração no sistema de funcionamento do INEM.

Andrea Pinto com Lusa | 11:53 - 07/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/politica/2915097/o-ps-vai-chamar-ao-parlamento-o-novo-diretor-do-inem#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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