"O país precisa que alguém com firmeza e com radicalismo de convicções"
- 13/01/2026
"O país precisa que alguém com firmeza e com radicalismo de convicções venha a estar à frente dele", afirmou o candidato apoiado pelo Chega, que discursava com o Castelo de Guimarães nas suas costas, perante largas dezenas de apoiantes.
Caso seja eleito, André Ventura afirmou que não será um "Presidente para despiques", mas antes um chefe de Estado que irá "abanar este país profundamente", e admitiu que Portugal precisa do "maior abanão desde o 25 de Abril de 74".
"Nós temos uma luta para travar que não é só uma luta do condicionalismo - não é só desta circunstância, deste governo, deste momento. Nós temos uma luta para travar que percorre a nossa história e que é um levantamento de alma", disse.
Recordando que o acusam de extremista e nacionalista, André Ventura rejeitou que seja radicalismo ou extremismo dizer que "quem entra neste país tem de gostar" dos seus símbolos.
"Se não os respeitar, tem uma viagem de volta para o país deles e terá uma viagem de volta rápida. Qual o extremismo de dizer que quem não gosta destes castelos, que quem não vive bem com uma cruz não está bem em Portugal?", questionou o candidato, num discurso de 18 minutos, durante o qual alegou que o país está a ser "destruído" por "uma imigração descontrolada" e que haverá imigrantes que querem transformar o país e acabar com as tradições.
"Ninguém manda abaixo estas muralhas", disse, apontando para o Castelo de Guimarães.
Para o candidato, Guimarães, tida como berço da nação, é "sinal de luta, de resistência, de valores e de uma matriz cristã" que, salientou, não quer abdicar, numa intervenção onde também por várias vezes fez referência à bandeira nacional.
Logo depois de acusar os adversários de fazerem uma campanha "com base no ataque e no despique", André Ventura recordou as declarações do candidato Cotrim de Figueiredo, que disse hoje que não conseguia explicar o que lhe "passou pela cabeça" quando afirmou que não excluía apoio a nenhum candidato na segunda volta.
"Ao ponto a que o país tem que estar para ter um candidato presidencial que diz: 'Eu não estou bom da cabeça, não me lembro o que é que disse'. João, se não estás bom da cabeça, este país não é para quem não está bom da cabeça", disse o também presidente do Chega, que voltou a atacar o primeiro-ministro por a saúde estar "de cacos" e os restantes candidatos, que acusou de serem "o suporte do sistema".
Além dos símbolos nacionais, André Ventura recuperou também palavras do fundador do PSD Francisco Sá Carneiro, quando este criticou a elites por traírem o povo português.
"Estas palavras deviam fazer-nos eco daquilo que não podemos fazer que é não trairmos a confiança dos portugueses", afirmou o candidato que falou de uma candidatura sem "radicalismos de destruição nem otimismos cínicos".
Apelando aos apoiantes para não relaxarem face às boas sondagens, André Ventura pediu "firmeza até ao fim".
[Notícia atualizada às 19h10]
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