"O mundo está mais imprevisível e isso torna a política mais difícil"
- 16/01/2026
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou, esta manhã, que o próximo Presidente da República, que começará a ser escolhido este domingo, "terá uma tarefa mais difícil" do que aquela que ele próprio teve.
"O mundo está mais imprevisível e isso torna a política mais difícil", começou por afirmar para fazer referência aos vários conflitos entre países a que se assiste atualmente.
Para o - ainda - chefe de Estado, há um elevado “grau de mudança” e de aceleração nos tempos que correm, o que aumenta o grau “de imprevisibilidade” dos tempos futuros e o que torna a missão do seu sucessor mais difícil que a sua.
Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas, no Beato, onde participou num fórum empresarial com o Presidente da Estónia, Alar Karis, descreveu a situação global como "de imprevisibilidade enorme, que não havia há 10 anos ou não havia há 15 anos".
Quanto a Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o país não está pior, economicamente, referindo que quando iniciou funções, em 2016, se estava "a sair ainda do processo de défice excessivo e a banca estava muito mal, no sentido de que estava com sinais de necessidade de capitalização e de reformulação".
"Mas o mundo e a Europa estão mais complicados. E, portanto, para Portugal, apesar da situação existente agora e dos fundos europeus, do PRR, que dá uma ajuda nos próximos anos, e do Portugal 2030, apesar dessa situação económica, é evidente que o Presidente vai ter uma situação mais complicada que vem do mundo e da Europa", reforçou.
No último dia de campanha eleitoral para as presidenciais de domingo, em resposta aos jornalistas, o chefe de Estado manifestou-se a favor de se manter um dia de reflexão, no sábado, "um compasso de espera de 24 horas", em vez de se "avançar imediatamente para o voto".
“Sei que muitos acham que não deve haver reflexão”, começou por dizer, defendendo depois o motivo pelo qual defende a importância deste dia.
“As campanhas estão a ser cada vez mais intensas, porque o mundo está a ficar mais complicado, e com um debate muito aceso. As campanhas chegam ao fim de forma muito emocional e a vantagem do dia de reflexão é aqueles que viveram a campanha de forma intensamente poderem respirar, pensar noutras coisas das suas vidas", analisou.
[Notícia atualizada às 13h12]
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