"O meu problema não são adversários, são problemas que portugueses têm"

  • 08/01/2026

"Estou nesta campanha e quero ser, ambiciono ser o vosso Presidente da República, também para cuidar da democracia e para elevar o debate. (...) Contra a lama, contra os extremismos porque isso é que também afasta as pessoas da política", defendeu Seguro num jantar em Portalegre que junta cerca de 350 pessoas.

 

Referindo-se à frase que muitas vezes é dita de que os políticos "são todos iguais", o candidato presidencial apoiado pelo PS recusou esta ideia: "não, não somos todos iguais na política".

"E tantas vezes ouvi alguns comentadores dizer: ah, ele é um bocadinho fraquinho, porque não lhes vai a eles. Desculpem, eu peço imensa desculpa: o meu problema não são os adversários, são os problemas que os portugueses têm, as dificuldades do dia-a-dia, a necessidade de os resolver", enfatizou.

Seguro recuperou uma ideia que tem defendido em alguns discursos de que é necessário "derrotar os extremismos em Portugal" e apelou à união para que isso seja possível.

"É por isso que o voto nesta candidatura é um voto que conta contra os extremismos, é um voto que defende e cuida da nossa democracia, é um voto que é 100% leal à Constituição da República, que defende o nosso Estado Social e que evita a concentração de poder num só campo político no nosso país", reiterou.

Para o antigo líder do PS, "um dos deveres de um democrata é tratar bem os seus adversários, com consideração, com estima".

"Porque isso induz um comportamento na sociedade, de que se pode ser diferente, pode-se ter opiniões diferentes, não temos de estar todos de acordo, mas que nos consideramos uns aos outros", sugeriu, reiterando que não escolheu ao acaso as palavras democratas, progressistas e humanistas quando anunciou a sua candidatura.

Na perspetiva de Seguro, no país está-se "a perder a empatia uns para os outros".

"Há famílias onde já há pessoas que não se falam por causa dos debates políticos que existem. Nós não podemos permitir que se faça isso ao povo português. Uma das qualidades, uma das características do nosso povo português foi sempre a solidariedade entre vizinhos, entre a família, entre os amigos", lamentou.

A outra única intervenção da noite foi a de João Manuel Nabeiro, 'chairman' do grupo Nabeiro, sediado em Campo Maior, e mandatário distrital da candidatura presidencial de Seguro, que afirmou que "viver no interior não pode ser um ato de heroísmo", e que o interior "não é um problema a resolver, é uma oportunidade a concretizar".

"Viver no interior tem de ser uma escolha. Na economia isso significa velocidade e confiança, empresas que beneficiem de incentivos à modernização, programas de requalificação, investimento no desenvolvimento de competências, na inovação e na capacidade de competir à escala europeia e internacional", referiu.

João Manuel Nabeiro recordou ainda o seu pai, Rui Nabeiro, que morreu em 2023, dizendo "que acreditava piamente na importância do bem-estar coletivo, na valorização do capital humano e da responsabilidade social na condução dos negócios", o que levou à maior ovação da noite.

[Notícia atualizada às 23h59]

Leia Também: Legislação laboral saiu do debate para ajudar "candidato do Governo"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/politica/2916191/o-meu-problema-nao-sao-adversarios-sao-problemas-que-portugueses-tem#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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