Novo parlamento do Kosovo reuniu-se pela primeira vez após eleições
- 11/02/2026
O primeiro-ministro nacionalista Albin Kurti poderá ser reconduzido, depois de o seu partido, Autodeterminação, ter conquistado 57 assentos, ficando a quatro da maioria absoluta, num parlamento de 120 deputados.
Com esse resultado, o Autodeterminação só precisaria do apoio de alguns deputados minoritários, para os quais estão reservados 20 lugares no parlamento. O partido deverá assim procurar formar um governo de coligação com vários grupos étnicos minoritários.
De acordo com a Constituição, após o início da legislatura, espera-se que a Presidente do Kosovo, Vjosa Osmani, confie a Albin Kurti, primeiro-ministro interino e líder do Autodeterminação, a formação de governo.
No ano passado, o Kosovo enfrentou uma crise política depois das eleições parlamentares de fevereiro, quando o partido do primeiro-ministro também venceu, mas não obteve o apoio necessário para governar sozinho nem o apoio de qualquer parceiro parlamentar.
Perante o impasse político, foram convocadas novas eleições para 28 de dezembro.
Os deputados escolheram a ex-ministra da Justiça Albulena Haxhiu, da formação do governo nacionalista, como presidente do parlamento.
Antiga província sérvia, o Kosovo declarou independência em 2008 após uma guerra, entre 1998 e 1999 que terminou após uma intervenção da NATO liderada pelos EUA. A Sérvia não reconhece a divisão e as tensões têm-se atenuado desde então.
O novo parlamento deve ainda aprovar o orçamento deste ano, que foi adiado devido à crise política.
Os deputados também deverão eleger um novo chefe de Estado em março, já que o mandato de Vjosa Osmani termina no início de abril.
O primeiro-ministro Kurti, de 50 anos, chegou ao poder em 2021, depois de também ter ocupado brevemente o cargo em 2020, durante a pandemia de covid-19.
Antigo preso político durante o domínio sérvio no Kosovo, Kurti adotou uma posição firme nas negociações mediadas pela União Europeia sobre a normalização das relações com Belgrado.
Bruxelas coloca a normalização de relações como condição para o Kosovo e a Sérvia se juntarem-se ao bloco dos 27.
Washington e aliados reconheceram a independência do Kosovo, enquanto a Rússia e a China apoiaram a Sérvia na disputa.
Cinco países da UE não reconhecem a autonomia do Kosovo: Espanha, Grécia, Chipre, Roménia e Eslováquia.
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