Nova ronda de negociações vai realizar-se nos dias 17 e 18 em Genebra
- 13/02/2026
"A próxima ronda de negociações (...) terá lugar nos dias 17 e 18 de fevereiro em Genebra, também em formato tripartido entre a Rússia, os Estados Unidos e a Ucrânia", disse hoje Dmitri Peskov, porta-voz da Presidência da Rússia.
Em declarações à agência de notícias russa Ria Novosti, Peskov especificou que o negociador e conselheiro da Presidência, Vladimir Medinsky, que já participou em várias rondas de negociações entre a Ucrânia e a Rússia, vai liderar a delegação de Moscovo em Genebra.
Questionado sobre o anúncio, o Governo ucraniano confirmou que a delegação de Kiev está a preparar-se para as negociações na Suíça.
O Presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou na quarta-feira que os Estados Unidos propuseram a realização da terceira ronda de negociações na próxima semana em Miami, após dois encontros realizados em Abu Dhabi.
Segundo o chefe de Estado ucraniano, Kiev aceitou "de imediato" a reunião na Florida, Estados Unidos.
"Para nós, não importa se a reunião se realiza em Miami ou em Abu Dhabi. O principal é que haja resultados", afirmou.
Russos, ucranianos e norte-americanos realizaram duas rondas de negociações em Abu Dhabi nas últimas semanas sobre a cessação das hostilidades, enquanto os bombardeamentos russos continuam, visando principalmente a rede elétrica ucraniana.
Hoje, seis pessoas foram mortas em ataques russos noturnos no leste e sul da Ucrânia, anunciaram os serviços de emergência e as autoridades locais ucranianas.
Zelensky encontra-se atualmente em Munique, Alemanha, para participar na Conferência de Segurança, à margem da qual se vai reunir com vários líderes ocidentais, entre os quais o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Na semana passada, o Presidente ucraniano afirmou que os Estados Unidos desejavam o fim do conflito "até ao início do verão".
A Rússia, que lançou uma ofensiva de grande escala contra a Ucrânia em fevereiro de 2022, ocupa aproximadamente 20% do país e pressiona pelo controlo total da região leste de Donetsk, afirmando que a tomará "pela força" caso falhem as negociações.
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