Nova manifestação em Israel para exigir restituição dos últimos 2 reféns
- 29/11/2025
Esta foi a última de uma série de manifestações semanais organizadas pelo Fórum das Famílias dos Reféns, a principal organização israelita que luta pelo regresso dos cativos, depois do ataque do Hamas a Israel a 07 de outubro de 2023.
Após dois anos de guerra, entrou em vigor, a 10 de outubro, um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, patrocinado pelos Estados Unidos.
Nos termos da primeira fase do acordo, o Hamas deveria libertar os 48 reféns que mantinha em cativeiro, dos quais 20 estavam vivos. Até ao momento, foram libertados 46, incluindo os 20 reféns vivos. Em troca, Israel libertou cerca de 2.000 prisioneiros palestinianos.
Os dois reféns que falta a libertar são o oficial israelita Ran Gvili, de 24 anos, morto em combate a 07 de outubro de 2023, e Sudthisak Rinthalak, de 43 anos, um dos trabalhadores tailandeses que também morreu naquele ataque.
De acordo com a agência noticiosa France-Presse (AFP), o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, falou com os familiares do oficial israelita e com o embaixador da Tailândia em Israel, para informar dos esforços de recuperação dos corpos dos dois reféns.
A guerra em Gaza foi desencadeada pelos ataques a Israel, liderados pelo Hamas, em 07 de outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos, a maioria civis, e 251 reféns.
A retaliação de Israel provocou mais de 70 mil mortos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza (tutelado pelo Hamas), que a ONU considera credíveis.
A ofensiva israelita também destruiu quase todas as infraestruturas de Gaza e provocou a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
Um cessar-fogo impulsionado pelos Estados Unidos está em vigor no enclave palestiniano desde 10 de outubro, mas as duas fações acusam-se mutuamente de violações da trégua.
Leia Também: UE quer redefinir relação com vizinhos do sul com novo "Pacto para o Mediterrâneo"













