Norris diz que novo carro de F1 "parece mais um F2" e prevê "mais caos"
- 05/02/2026
Na semana passada, Barcelona acolheu o shakedown da Fórmula 1, que foi a primeira real toma de contacto dos pilotos e equipas com os novos monolugares - concebidos conforme a profunda alteração dos regulamentos técnicos.
O campeão do ano passado, Lando Norris, começou a conhecer o seu MCL40. E, citado pelo site Motorsport.com, partilhou as primeiras impressões que tem acerca do novo bólide.
O britânico afirmou: "Seguramente parece mais um carro de F2, considerando a maneira como o tens de pilotar. Não sei se gosto disso ou não, por enquanto".
Segundo Norris, os trabalhos em Barcelona já permitiram perceber certos aspetos da pilotagem, mas deixou uma ressalva sobre a pista: "Estamos a falar de curvas de quarta ou terceira velocidade, muito aberta, muito larga. Quando vais para uma pista citadina ou para pistas com lombas, mais lentas, acho que ainda é uma pergunta sem resposta, e o Bahrein irá responder a algumas dessas perguntas".
Por outro lado, o homem que envergará o número 1 no seu McLaren prevê: "Vais ver mais caos nas corridas, onde um piloto tem de estar um pouco mais atento a todas essas diferentes situações que podem acontecer. E diria que isso vai acontecer durante todo o ano. Há mais ênfase na capacidade dos pilotos controlarem todas essas coisas", disse, citado pela BBC Sport.
Os testes do Bahrein, em Sakhir, serão a primeira ocasião em que o público poderá realmente assistir aos novos monolugares em ação. Dividem-se em dois testes - de 11 a 13 de fevereiro e, uma semana mais tarde, de 18 a 20 de fevereiro. Já de 6 a 8 de março acontece a ronda inaugural da temporada, o GP da Austrália em Melbourne.
Norris não está sozinho na sua opinião
Já no ano passado, Isack Hadjar (Red Bull) e Jak Crawford - piloto de reserva da Aston Martin falaram de monolugares que pelo simulador aparentavam ter algumas semelhanças com os de Fórmula 2.
Algo comentado pelo diretor de monolugares da FIA, Nikolas Tombazis. O experiente engenheiro reconheceu ao site The Race que os tempos de volta podem ficar a "um ou dois segundos" daqueles que se verificavam até ao ano passado, em especial numa fase inicial: "Não podes começar o ciclo mais veloz do que o anterior. [...]. Então, acho que é natural que os carros sejam um pouco mais lentos, mas não creio que estejamos sequer perto da discussão de não ser um Fórmula 1".
Os novos monolugares de F1 têm outro tipo de aerodinâmica ativa (o DRS sai de cena) e dimensões consideravelmente menores do que aqueles que aceleraram até ao ano passado. São, igualmente, mais leves. A unidade motriz também sofreu alterações, sendo quase metade da energia elétrica (triplicou a potência da MGU-K, para 350 kW). Mantém-se o turbo, mas a MGU-H foi descartada.














