No Clássico do minuto, saiba quando FC Porto e Sporting mostram os dentes
- 05/02/2026
O Estádio do Dragão vai ser palco, na próxima segunda-feira, pelas 20h45 (hora de Portugal Continental), daquele que é o encontro mais aguardado de toda a 21.ª jornada da I Liga, que irá, colocar, frente a frente, o FC Porto, líder isolado da tabela, e o Sporting, bicampeão nacional em título, que procura um histórico 'tri'.
Os azuis e brancos partem para o Clássico com uma vantagem de quatro pontos sobre os leões, depois de, no passado fim de semana, terem saído derrotados do duelo com o Casa Pia, no Estádio Municipal de Rio Maior, por 2-1. No entanto, mais do que a distância pontual propriamente dita, um dos aspetos mais únicos deste duelo é o facto de o mesmo opor a melhor defesa do campeonato nacional e o melhor ataque.
Desde a chegada à Cidade Invicta, o treinador italiano Francesco Farioli ergueu uma autêntica 'muralha', com três pilares facilmente distinguíveis: Diogo Costa, Jan Bednarek e Jakub Kiwior. A estes, juntou-se, no mercado de transferências de inverno, o 'veterano' Thiago Silva, numa altura em que os dragões sofreram apenas seis golos nesta prova.
Rui Borges, por seu lado, montou aquilo que já muitos apelidaram de 'tiki-tasca' ou 'alheira mecânica', isto é, uma frente de ataque com dinâmicas difíceis de travar, assente, sobretudo, em Luis Suárez, que marcou 18 dos 54 tentos verde e brancos, em 2025/26, o que o deixa no segundo lugar dos melhores marcadores, apenas superado por Vangelis Pavlidis, do Benfica.
Sporting é o 'rei' dos descontos
O Sporting chega ao Clássico vindo de um momento curioso, no qual somou quatro vitórias consecutivas, ante Paris Saint-Germain, Arouca, Athletic Bilbao e Nacional, com golos marcados já depois dos 90 minutos, demonstrando uma capacidade sem igual para resistir até aos descontos, pelo menos, na I Liga.
Dos 54 golos que leva no campeonato, sete surgiram no período de compensação. No entanto, é preciso ter em conta que, do outro lado, estará um FC Porto que não concedeu um único remate certeiro 'fora de horas', qualidade que partilha com Sporting de Braga, Gil Vicente e Estrela da Amadora.
Ainda assim, o período predileto dos leões para fazer a festa é entre os 31 e os 45 minutos, isto é, na reta final da primeira. Foram 14 as vezes em que o fez, sendo que, curiosamente, a resistência azul e branca só fracassou, durante esse período, por uma vez, na segunda-feira, por 'culpa' do... autogolo de Thiago Silva, no desaire contra o Casa Pia.
FC Porto coloca o 'despertador' no balneário
O FC Porto, por seu lado, é, a par de Benfica e Estoril Praia, a equipa da I Liga que mais golos marca entre os 46 e os 60 minutos, isto é, logo no regresso dos balneários para o segundo tempo. Foi, de resto, precisamente neste período que surgiram dez dos 41 golos que marcou, desde o arranque da atual época.
O Sporting, por seu lado, sofreu apenas dois dos 11 tentos concedidos no principal escalão do futebol português. Uma tendência que começou a desenhar-se à passagem da quarta jornada, quando viu... Luuk de Jong, avançado que está arredado das contas de Francesco Farioli, devido a lesão, abrir caminho à derrota frente aos eternos rivais.
Por outro lado, se os leões demonstram uma particular atração pelos descontos, a dos dragões é nula, visto que ainda não conseguiram marcar qualquer golo no tempo de compensação, quer da primeira parte, quer da segunda. Resta, agora, perceber se todas estas tendências serão para manter, no Clássico de segunda-feira.
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