Navegação de embarcações com menos de 12 metros interdita no rio Douro
- 27/01/2026
Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) adiantou que, com a ativação do alerta laranja de cheias para toda a VND, depois do agravamento das condições hidrológicas e meteorológicas, foram implementadas medidas e condicionamentos na via que tem uma extensão de 208 quilómetros, entre a barra do Douro (Porto) e o local transfronteiriço de Barca D'Alva.
Nesse sentido, fica interdita a partir de hoje a navegação a todas as embarcações com menos de 12 metros de comprimento, mantendo-se as medidas já implementadas de interdição a navegar a cinco quilómetros das barragens e a navegação noturna, salvo casos excecionais devidamente justificados.
Durante a tarde, foi emitido um alerta laranja de cheias para a albufeira de Carrapatelo que foi, ao início da noite, alargado a toda a VND.
A gestora da VND apelou a uma "extrema necessidade e cuidado na navegação, tendo em conta a existência de alguns objetos flutuantes em suspensão e à menor visibilidade dos mesmos, assim como dos caudais elevados que se continuam a verificar nas barragens do Douro e seus fluentes.
Para o estuário do Douro, pediu ainda uma "especial atenção aos períodos de enchente até à preia-mar, que coincidindo com caudais efluentes mais elevados (superiores a 2.500 metros cúbicos) da barragem de Crestuma, poderão originar um aumento significativo das cotas em todo o estuário".
Alertou ainda para a necessidade de uma "vigilância ativa no que concerne às embarcações acostadas, o respetivo reforço nas amarrações e qualquer eventual retirada/limpeza das áreas, deverá ser precedida dos devidos cuidados inerentes".
A APDL lembrou que o assinalamento fluvial da VND poderá apresentar algumas falhas, com a eventual deslocação de boias da sua posição, pedindo que qualquer anomalia verificada no canal de navegação seja comunicada ao Centro RIS Douro.
Advertiu que podem vir a ser implementadas novas medidas, caso a situação se agrave consideravelmente e que será realizada nova avaliação, em função dos comunicados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Capitania do Porto do Douro.
A subida do caudal do Douro levou hoje a Câmara do Peso da Régua a interditar a zona ribeirinha, onde ficaram submersos os cais fluviais da Junqueira e da Régua e parte da ciclovia.
A depressão Kristin passará por Portugal na próxima madrugada, com maior impacto entre as três e as seis da manhã, acompanhada de vento muito intenso, podendo as rajadas atingir os 140 quilómetros por hora.
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