"Não tenho medo de germes. Costumava cheirar cocaína em tampas de sanita"
- 13/02/2026
Robert F. Kennedy Jr., secretário da Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, afirmou que não tem "medo de germes" porque "costumava cheirar cocaína em tampas de sanita".
Kennedy, atualmente com 72 anos, tem falado abertamente sobre o seu passado relacionado com o seu consumo de droga e esteve recentemente no podcast "This Past Weekend", do comediante Theo Von, que está também a recuperar do mesmo vício.
Durante o podcast, o político - que está sóbrio há mais de 40 anos - e o comediante conversaram sobre as reuniões de recuperação a que costumavam ir em Los Angeles.
Kennedy, que chegou a concorrer contra Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas de 2024 antes de ser nomeado pelo próprio para o cargo de secretário da Saúde, contou que continuou a ir a essas reuniões durante a época de pandemia, apesar da hesitação de Von.
"Disse-te: 'Não me importa o que aconteça, vou a uma reunião todos os dias'", recordou. "Disse-te: 'Não tenho medo de germes. Eu costumava cheirar cocaína em tampas de sanitas e sei que esta doença [o vício] vai matar-me se eu não a tratar, o que significa, para mim, ir às reuniões todos os dias... para mim, era uma questão de sobrevivência".
O político criticou a forma como a pandemia de Covid-19 forçou a migração das reuniões presenciais para o formato online, classificando-a como "desoladora" para aqueles que estavam em processo de recuperação. Confessou, ainda, que formou um "grupo pirata de viciados" que continuaram a encontrar-se pessoalmente durante o confinamento em 2020.
Robert F. Kennedy Jr. já abordou várias vezes a sua batalha contra o vício em heroína. Em 2023, recorda o The Times, disse a um podcast: "Tornei-me viciado em drogas aos 15 anos. Fiquei viciado por 14 anos. Durante esse tempo, quando és viciado, vives contra a consciência... e meio que empurras Deus para a periferia da tua vida".
O político contou, ainda, que começou a consumir droga nos anos seguintes ao homicídio do pai, Robert Kennedy, candidato democrata à presidência norte-americana em 1968. Além disso, foi preso duas vezes por posse de droga.
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