"Não temos o poder político do Al Hilal, mas temos problemas mentais..."
- 16/01/2026
O momento do Al Nassr não está nada famoso e Jorge Jesus frisou, na conferência de imprensa de antevisão ao encontro entre o clube de Cristiano Ronaldo e João Félix e o Al Shabbab, que está preocupado com o poder político do Al Hilal e com o estado mental dos seus jogadores.
"É verdade que o Al Nassr não tem o poder político do Al Hilal, mas não estou à procura de desculpas para resultados negativos e não estou habituado a fazê-lo. No entanto, sou o principal responsável por estes resultados e preciso de procurar soluções, não desculpas", começou por dizer o técnico português.
"O que eu disse é verdade, mas assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, tais como erros individuais e disciplinares. E há outras coisas, como a ausência de Mani e as lesões de Simakan e Ayman Yahya, que nos colocaram nesta situação complicada", continuou.
"Quero contratar jogadores, mas as coisas não são fáceis. Há muitos erros pelos quais estamos a pagar. Quero reforçar a equipa, mas é preciso ter recursos para contratar jogadores. O futebol muda rapidamente. Veja-se o caso do guarda-redes brasileiro Bento. Há três semanas, estávamos na liderança do campeonato e tínhamos uma ideia. Agora, Nawaf está suspenso, Raghad está lesionado, temos apenas um guarda-redes, o Bento, e o guarda-redes da equipa sub-23, por isso, neste momento, é difícil o Bento sair, porque não há outras opções", confessou Jorge Jesus.
Sobre o encontro deste sábado, o técnico do Al Nassr considera que será uma tarefa difícil, tendo em conta que será um dérbi da Liga saudita.
"É um jogo de dérbi. Esses jogos costumam ser equilibrados e não têm nada a ver com a classificação. Tivemos três jogos negativos, e ninguém pode esconder esse facto, especialmente o jogo contra o Al Hilal. Precisamos de superar esta tempestade. Como treinador, não estou habituado a perder três jogos consecutivos, mas a verdade é que precisamos de encontrar soluções", adiantou.
"Temos problemas mentais e algumas questões psicológicas que nos levaram a esta crise. Ainda faltam muitas jornadas para o fim do campeonato. O Al Hilal está atualmente na liderança e as equipas atrás estão próximas em pontos. Vamos lutar pelo primeiro lugar, mas estou preocupado com o estado mental da equipa e em recuperar o apoio dos nossos adeptos", acrescentou o luso.
Jorge Jesus continuou a criticar o 'jogo' fora das quatro linhas, com comentários sobre o poder das redes sociais na Liga saudita, com rumores que garante serem falsos a circularem.
"Em todos os países, há dois jogos, um em campo e outro nas redes sociais, e isso cria um desequilíbrio para as equipas. Há muitas notícias a circular fora do clube que nos colocaram numa fase negativa, mas temos de procurar soluções. Tivemos uma série positiva nos últimos dez jogos, mas agora temos de corrigir os nossos erros e manter a confiança dos adeptos. É verdade que estamos sete pontos atrás dos líderes, mas acreditamos nas nossas hipóteses", atirou.
Em questão estarão notícias falsas sobre os dirigentes portugueses Simão Coutinho e José Semedo, com o treinador de João Félix, Cristiano Ronaldo e companhia a 'atirar-se' aos autores.
"As notícias sobre Simão Coutinho e José Semedo são falsas e têm como objetivo criar desequilíbrio na equipa. Eles falam primeiro sobre Simão e depois sobre Semedo, depois falarão de mim. O objetivo é criar o desequilíbrio em que entramos. O que está a ser repetido é um jogo das redes sociais. Isto acontece em Portugal, na Arábia Saudita, no Brasil e em todo o mundo. O Al Nassr não tem capacidade para jogar o jogo dos meios de comunicação, mas há clubes que trabalham dentro e fora do campo", concluiu.














