"Não serve nada ter medidas no papel, se não é possível dar resposta"

  • 03/02/2026

"O problema não é [as medidas do Governo] serem suficientes, (...) faz-se o levantamento da situação que existe, de tal forma que se pode dar a resposta. Não serve nada ter medidas no papel, se não é possível dar resposta às medidas", alertou, em declarações aos jornalistas à margem das cerimónias fúnebres do cineasta João Canijo após ser questionado sobre a ação do Governo na resposta à passagem da depressão Kristin em Portugal continental.

 

O Presidente da República explicou que na reunião desta tarde com o primeiro-ministro no Palácio de Belém avaliou-se a situação dos próximos dias, para os quais se antevê uma quinta-feira e um domingo "complicados", e como se vai responder aos mais de 100 mil portugueses sem eletricidade e mais de 70 mil sem telecomunicações.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou também que foi abordada nessa reunião a "importância de a máquina" do Estado conseguir responder aos problemas, bem como a sua coordenação.

"E nessa máquina, como é importante - além de uma coordenação, que agora está em Leiria -, funcionar tudo bem, desde as pessoas até à coordenação", defendeu, acrescentando que, se isso não acontecer, as "pessoas ficam ansiosas, angustiadas ou desesperadas".

O chefe de Estado disse ainda, sem detalhar datas, que, além do concelho de Ourém, visitará Pedrógão Grande, porque "há muita falta de energia elétrica", e que prevê estar primeiro na região do Mondego, a que seguirá uma visita à zona do Sado e uma ida à região do Tejo.

O primeiro-ministro afirmou que o Presidente da República vai poder testemunhar hoje e na quarta-feira, no terreno, o esforço que está a ser feito para repor rapidamente a normalidade nas zonas atingidas pela depressão Kristin.

Luís Montenegro assumiu esta posição no Palácio de Belém, numa declaração sem perguntas dos jornalistas, após ter estado reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

O líder do Governo anunciou também que voltará a reunir-se com o Presidente da República na próxima quinta-feira para analisarem a situação do país nessa altura, salientando que os próximos dias apresentam "grandes desafios" em termos de condições climatéricas.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Leia Também: Cellnex tem mais de uma centena de pessoas a avaliar danos do mau tempo

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2932254/nao-serve-nada-ter-medidas-no-papel-se-nao-e-possivel-dar-resposta#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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