"Não basta ganhar por um. Próximo Presidente tem de sair reforçado"
- 01/02/2026
"Não é indiferente o número de votos que esta candidatura tenha. Não basta ganhar por um. Porque o próximo Presidente da República tem que sair com uma legitimidade eleitoral reforçada", disse hoje António José Seguro, num comício no Teatro Cine de Gouveia, distrito da Guarda.
Em dia de voto antecipado, o candidato apoiado pelo PS defendeu que "quanto mais votos tiver, mais força política tem para fazer com que os partidos, o Governo e o Parlamento façam aquilo que devem, que é contribuir, dentro daquilo que são os seus projetos, para resolver os problemas dos portugueses".
Durante o seu discurso, António José Seguro disse ainda por três vezes que pretende garantir a paz social no país, defendendo que é necessário ter em Belém "um Presidente experiente, que não vá aprender na função" e que "privilegie a estabilidade, porque sem paz social e estabilidade política não se consegue fazer absolutamente nada", sobretudo "num momento que não é de divisão, que é de união".
"Experiência, competência, estabilidade, paz social, capacidade de diálogo. É isso que eu ofereço. É isso que eu peço a confiança aos portugueses", vincou, forjando ainda um contrato verbal com a audiência em que prometeu "trabalhar arduamente nos próximos cinco anos" pedindo aos presentes que, em troca, "trabalhem arduamente em cada dia da próxima semana para levar o máximo de portugueses a votar no próximo dia 08 de fevereiro".
Seguro considerou necessário que cada um leve amigos, familiares, vizinhos ou colegas de trabalho a votar "na candidatura que projeta a esperança, que quer fazer de Portugal um país moderno e um país justo, que quer trazer estabilidade, que quer trazer paz social".
No final do discurso, aos jornalistas, Seguro disse ainda que fica contente "que haja uma maior adesão na votação" antecipada de hoje, sendo "um bom indicador, em primeiro lugar, para a democracia", apelidando o português de "povo adulto, um povo que sabe muito bem quais são as prioridades".
Quanto ao caso concreto da sua candidatura, manifestou-se "muito feliz que haja uma mobilização", porque "passa a ideia, em alguns setores, de que as eleições estão ganhas", algo que rejeita, apelando a que "as pessoas, no próximo dia 08, possam ir votar, tal como aconteceu agora, neste domingo [hoje]".
Já sobre a ideia de legitimidade reforçada que transmitiu no discurso, disse apenas que se traduz apenas em "mais votos".
"Quanto mais votos houver na minha candidatura, mais legitimidade eleitoral eu tenho. E, portanto, mais força política eu levo para o exercício da função de Presidente da República, se merecer, como espero, a confiança dos portugueses", assinalou.
Reconhecendo que as sondagens são "simpáticas" para si, António José Seguro referiu que o importante "é o voto de cada portuguesa e cada português", pedindo a confiança porque "perante o momento em que o país vive" é necessário "ter um Presidente da República com muita força".
O candidato rejeitou ainda traçar uma meta concreta em termos de percentagem de votos, pedindo apenas "o maior número" possível.
[Notícia atualizada às 17h45]
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