Mutilação Genital Feminina afeta metade das guineenses entre 15 e 49 anos

  • 07/02/2026

A MGF constitui uma grave violação dos direitos humanos e representa um sério problema de saúde pública, com consequências físicas, psicológicas e sociais duradouras, frisou a Organização Não-Governamental, num comunicado publicado no Facebook para assinalar o Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.

 

"Trata-se de uma prática sem qualquer fundamento médico ou religioso, que compromete o desenvolvimento integral das raparigas e perpetua desigualdades de género", frisou.

"Dados recentes indicam que mais de 50% das mulheres e meninas com idades entre 15 e 49 anos na Guiné-Bissau foram submetidas à mutilação genital feminina, o que corresponde a centenas de milhares de vítimas. Em determinadas regiões do país, nomeadamente Gabú e Bafatá, a prevalência ultrapassa 80%, sendo a prática maioritariamente realizada em meninas entre os quatro e os 14 anos de idade", contextualizou.

Apesar dos progressos alcançados com as ações de sensibilização e mobilização comunitária, assim como a existência de um quadro legal que criminaliza a prática, os dados mostram que a MGF persiste, o que exige "um reforço das respostas institucionais e comunitárias", segundo a ONG guineense.

Por isso, a organização apela ao Governo da Guiné-Bissau que reforce os mecanismos de prevenção, proteção e repressão da prática e que, por outro lado, se aumente o apoio dado, nomeadamente o médico, às vítimas.

Por outro lado, a Liga Guineense dos Direitos Humanos pede também aos líderes religiosos e comunitários que tenham um envolvimento ativo na luta contra esta prática.

A MGF é uma prática que inclui diferentes formas de intervenção nos genitais externos por razões não médicas, desde cortes nos lábios vaginais até à ablação do clitóris, e está associada a tradições que visam controlar o corpo e a sexualidade das mulheres, explicou a antropóloga Alice Frade numa entrevista à Lusa.

De acordo com os dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), atualmente, mais de 230 milhões de raparigas e mulheres vivas foram sujeitas à MGF e necessitam de acesso a serviços de cuidados adequados e, todos os anos, cerca de quatro milhões de raparigas são sujeitas à prática, sendo que mais de dois milhões foram vítimas antes dos cinco anos.

Leia Também: Principal opositor na Guiné-Bissau notificado para comparecer no tribunal militar

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2934971/mutilacao-genital-feminina-afeta-metade-das-guineenses-entre-15-e-49-anos#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 10

top1
1. Casamento Gay

Quim Barreiros

top2
2. Claudia VS Rosinha

Claudia Martins Minhotos Marotos

top3
3. Que O Amor Te Salve Nesta Noite Escura

Pedro Abrunhosa com Sara Correia

top4
4. Porque queramos vernos feat. Matias Damasio

Vanesa Martín

top5
5. Dona Maria

Thiago Brava Ft. Jorge

top6
6. Deus de Promessas

Davi Sacer

top7
7. Caminho no Deserto

Soraya Moraes

top8
8.

Midian Lima

top9
9. Lugar Secreto

Gabriela Rocha

top10
10. A Vitória Chegou

Aurelina Dourado


Anunciantes