Museu do Holocausto critica Walz: "Frank foi assassinada por ser judia"
- 27/01/2026
O Museu do Holocausto repreendeu o governador de Minnesota, Tim Walz, por ter traçado uma linha paralela entre o que foi a vida de Anne Frank durante a ocupação nazi nos Países Baixos e a repressão à imigração promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Recorde-se que, numa conferência de imprensa, no domingo, o governador de Minnesota referiu que alguém iria escrever algo semelhante ao Diário de Anne Frank sobre as ações de fiscalização a imigrantes em Minneapolis.
"Temos crianças escondidas em casa, com medo de sair. Muitos de nós crescemos a ler a história de Anne Frank", afirmou Walz.
O Museu do Holocausto reagiu a estas declarações através de uma publicação na rede social X (antigo Twitter), onde é possível ler: "Anne Frank foi alvo de um ataque e assassinada por ser judia".
"Líderes que fazem falsas equivalências à experiência dela [Anne Frank] para fins políticos jamais estarão a agir dessa maneira. Apesar das tensões em Minneapolis, explorar o Holocausto é profundamente ofensiva, especialmente com o aumento do antissemitismo", lê-se.
Anne Frank was targeted and murdered solely because she was Jewish. Leaders making false equivalencies to her experience for political purposes is never acceptable. Despite tensions in Minneapolis, exploiting the Holocaust is deeply offensive, especially as antisemitism surges. pic.twitter.com/VVg0Uy7kjR
— US Holocaust Museum (@HolocaustMuseum) January 26, 2026
De recordar que Anne Frank esteve dois anos escondida durante a ocupação nazi na Holanda (hoje, Países Baixos), tendo detalhado a sua experiência num diário que, mais tarde, se viria a tornar um dos livros mais famosos do mundo. A jovem acabou por ser capturada, juntamente com a família, e morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha.
Conversa "produtiva" entre Trump e Walz: "Sintonia"
De salientar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançou, esta segunda-feira, que esteve a conversar com o governador de Minnesota, notando que ambos pareciam estar em "sintonia". Esta cidade tem sido alvo de várias ações dos agentes dos serviços de imigração (ICE), onde duas pessoas já morreram - Renee Good e Alex Prettis.
Donald Trump revelou ter recebido uma chamada telefónica de Tim Walz. Na conversa, que descreveu como "muito boa", o republicano referiu que o governador estava satisfeito com o facto de o czar da fronteira, Tom Homan, estar a caminho de Minnesota.
"O governador Tim Walz ligou-me com um pedido para trabalharmos juntos em relação ao Minnesota. Foi uma chamada muito boa e, de facto, parecíamos estar em sintonia", disse, numa publicação na sua plataforma Truth Social.
E acrescentou: "Ele ficou feliz por Tom Homan ir para o Minnesota e eu também".
Já o governador Tim Walz caracterizou a conversa com Trump como "produtiva", adiantando que o republicano concordou "analisar a possibilidade de reduzir o número de agentes federais" no Minnesota. Notou também que pressionou Donald Trump para que fosse feita uma investigação.
Sabe-se agora que Donald Trump afastou o comandante Gregory Bovino, tendo sido realocado noutras funções.














