Mundo árabe acusa Israel de querer anexar Cisjordânia
- 16/02/2026
A diplomacia da Autoridade Palestiniana afirmou que "condena veementemente [a decisão] e rejeita qualquer tentativa de designar terras da Cisjordânia como 'território público' sob o controlo da força de ocupação".
Num mensagem publicada na rede social X, no domingo à noite, o ministério considerou as novas medidas "juridicamente inválidas" e equivalentes ao "início de facto de um processo de anexação".
Num comunicado, o movimento islamita Hamas classificou a decisão de Israel como uma tentativa de "roubar e judaizar" territórios palestinianos e considerou a medida ilegítima, "nula e sem efeito".
"Trata-se de uma tentativa de impor assentamentos e judaização no terreno pela força, em flagrante violação do direito internacional e das resoluções relevantes das Nações Unidas", afirmou o Hamas, citado pelo jornal 'Filastín'.
O Hamas afirmou que a decisão foi "emitida por uma potência ocupante ilegítima" e reiterou que "a resistência do povo palestiniano" não permitirá as tentativas de Israel "de anexação, judaização e deslocação".
"A vontade do nosso povo, o seu apego à sua terra e aos seus direitos nacionais inalienáveis continuarão a ser a barreira intransponível contra as políticas e os planos expansionistas da ocupação", acrescentou.
O Hamas apelou à comunidade internacional, incluindo a ONU e o Conselho de Segurança, para que assumam "as suas responsabilidades legais e políticas" e tomem "medidas imediatas para travar a agressão da ocupação e as suas contínuas violações contra o povo palestiniano".
O Governo do Egito disse na X que "condena veementemente" o anúncio, que considera "uma escalada perigosa com o objetivo de consolidar o controlo israelita" sobre a Cisjordânia e uma violação de acordos internacionais.
A diplomacia do Qatar denunciou, na mesma rede social, as medidas aprovadas por >Israel, que descreveu como "uma extensão dos planos para privar o povo palestiniano dos seus direitos".
Também no domingo, a Jordânia já tinha manifestado "rejeição absoluta" da medida anunciada por Israel, que considerou como "uma afronta ao direito inalienável do povo palestiniano à autodeterminação".
De acordo com o Ministério da Justiça israelita, o objetivo da medida é "o registo de extensas áreas" na Cisjordânia em nome do Estado de Israel, enquanto o Governo israelita fornecerá à autoridade governamental competente o orçamento e o equipamento necessário para realizar o assentamento da terra.
O ministro da Justiça israelita, Yaariv Levin, falando após a aprovação da medida, disse tratar-se de "uma verdadeira revolução na Judeia e Samaria", nome bíblico utilizado pelos nacionalistas israelitas para a Cisjordânia, e afirmou que "a Terra de Israel pertence ao povo de Israel".
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