Mourinho: "Benfica pôs-se a jeito de comer golo. Há que partir a baliza"
- 21/01/2026
Resultado injusto: "Sem dúvida, mas no futebol ganha quem marca. Há mil exemplos de equipas que fazem pouco para ganhar e ganham. Hoje fizemos muito para ganhar, com as nossas limitações, fazemos um jogo forte, mas nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo. É preciso partir a baliza, atacá-la com tudo. Tivemos algumas grandes oportunidades, outras que considero meia oportunidade, em que chegas a uma zona de finalização, com um passe a mais, outro a menos..."
Olfato despertou: "No início da segunda parte foi quando essas ocasiões se acumulavam. Eu, atrás da minha experiência e olfalto apurado, comentava com os meus companheiros que estávamos a por-nos a jeito para 'comermos' um golo. Depois, o banco deles é poderoso. Nós, obviamente, temos um banco diferente. Se o penálti entra... Aí estamos outra vez no 'se, se'".
Penálti falhado por Pavlidis: "Críticas ao Pavlidis diria que seria um menos um. Ele trabalha imenso para a equipa, mas a equipa precisava de um golo para reentrar no jogo novamente. O Benfica fez para muito mais, mas no pragmatismo do resultado, perdemos".
Equipa deu a cara?: "Sem dúvida. Por estarem a crescer é que também estão a jogar. Obviamente que também temos algumas lesões. Mas também há dores de crescimento. O McKennie apareceu uma vez na frente do guarda-redes e faz golo. A este nível é mais complicado, precisas de jogadores de corpo inteiro, com estaleca. Mas agora, dar a cara, assumir o jogo, sim... Quando falei antes do jogo disse que o jogo seria dividido. A Juventus esteve em dificuldade, mas equipa italiana que depois começa a ganhar, é difícil. Depois, vi jogadores como o Barreiro e o Aursnes que têm jogado 90 minutos em praticamente todos os jogos, a fazerem um esforço extraordinário para conseguirem fazer o jogo que fizeram. Falei destes dois, mas poderia falar de muitos mais."
Contas difíceis do Benfica na Champions: "Olho para as contas de dois modos diferentes. O primeiro é que enquanto não nos disserem objetivamente e matematicamente que nove pontos não chegam, nós vamos acreditar. A segunda é uma coisa que temos em termos de cultura como clube, é que no Benfica não são os objetivos que definem os níveis de motivação, de profissionalismo".
Fé na Luz: "Vamos com tudo até ao fim. Se ao longo da época, os jogadores podem ter tido jogos de sair com a cabeça baixa e a exigirem mais da sua parte, neste caso, o que nos aconteceu no Porto e hoje, em termos de coragem, de qualidade, os jogadores têm de sair daqui valorizados. Temos de transformar a tristeza em motivação com base na confiança com que sais do jogo. Até aos últimos 20 metros do jogo, fomos muito muito competentes e corajosos, mas depois é como eu disse: temos de partir a baliza".














