Morreu o ator Robert Duvall, conhecido pelo filme "O Padrinho"
- 16/02/2026
O ator norte-americano Robert Duvall, vencedor de um Óscar por "Amor e Compaixão" e nomeado por filmes como "O Padrinho" e "Apocalypse Now", morreu no domingo à noite, aos 95 anos.
A informação foi avançada, esta segunda-feira, pela mulher do ator através de uma publicação na página de Facebook de Duvall.
"Ontem, dissemos adeus ao meu amado marido, querido amigo e um dos maiores atores do seu tempo. Bob morreu pacificamente em casa, rodeado de amor e conforto", pode ler-se.
E acrescentou: "Para o mundo, ele era um ator vencedor de um Óscar, um diretor, um contador de histórias. Para mim, ele era tudo. A sua paixão pelo trabalho era igualada apenas pelo profundo amor que sentia pelos personagens, por um ótima refeição e pela realização".
A mulher de Robert Duvall escreveu ainda que "Bob deu tudo aos seus personagens" e que ao fazê-lo "deixa algo duradouro e inesquecível para todos".
"Obrigada pelos anos em que mostraram apoio ao Bob e por nos darem este tempo e privacidade para celebrar as memórias que ele deixa para trás", terminou.
A publicação norte-americana Variety lembra que "o naturalismo rude de Robert Duvall passou a definir o estilo de atuação de uma geração, que inclui Robert De Niro, Dustin Hoffman e Gene Hackman, em filmes como 'Network' (1976) e 'O Apóstolo' (1997), que também realizou".
Nascido em 1931, em San Diego, no estado norte-americano da Califórnia, estreou-se no cinema em "Na sombra e no silêncio" (1962), a adaptação cinematográfica do romance de Harper Lee "To kill a mocking bird". Foi o vizinho do advogado Atticus Finch (Gregory Peck), que nunca fala, o protetor das crianças, aquele que tudo exprime no silêncio.
Antes disso, participou em algumas peças de teatro e séries de televisão como "Quinta Dimensão".
Enquanto jovem aspirante a ator partilhou casa em Nova Iorque com Dustin Hoffman, que numa entrevista à Vanity Fair disse que, naquela época, "o sentimento era que o Bobby [Duvall] era o novo [Marlon] Brando".
Quando acabou de filmar "O céu como horizonte", filme que protagonizou com Tommy Lee Jones, inspirado no romance premiado de Larry McMurtry, disse numa entrevista que já podia reformar-se, por ter feito algo de que se orgulhava.
Além de ter vencido um Óscar de Melhor Ator, em 1984, por "Amor e Compaixão", Robert Duvall esteve nomeado na mesma categoria em 1981, por "A fuga de um herói", e em 1998 por "O Apóstolo".
Robert Duvall esteve ainda nomeado mais quatro vezes aos Óscares, na categoria de Melhor Ator Secundário, por papéis em "O Padrinho" (1973), onde foi o leal 'consigliere' da família Corleone, "Apocalypse Now" (1980), no papel do tenente-coronel Kilgore, que bombardeava aldeias vietnamitas ao som de "A Valquíria", de Wagner - papel que lhe valeu um BAFTA -, e ainda por "A qualquer custo" (1999) e "O juíz" (2015), desempenho que, aos 84 anos, o tornou então no mais velho candidato a um Óscar.
Uma das frases que proferiu em "Apocalypse Now" -- "Adoro o cheiro a napalm pela manhã" -- entrou para a lista das mais marcantes no cinema.
Para "Amor e compaixão", onde desempenhou o papel de um decadente cantor de música country, compôs alguns dos temas que interpretou, como "Fool's waltz" e "I've decided to leave here forever".
Os papéis que interpretou ao longo da vida valeram-lhe também outros prémios, entre os quais Grammy e Emmy.
Além de ator e realizador, Robert Duvall foi também produtor de filmes como "Tudo em família" (1996), de Richard Pearce, e "Crazy Heart" (2009), de Scott Cooper.
[Notícia atualizada às 19h50]
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