Morreu Jesse Jackson, reverendo e ativista norte-americano. Tinha 84 anos
- 17/02/2026
Jesse Jackson, reverendo e conhecido defensor dos direitos civis, morreu esta terça-feira durante a manhã, rodeado pelos seus entes queridos, em Chicago, nos Estados Unidos.
A informação foi avançada pela família num comunicado partilhado nas redes sociais.
"É com profunda tristeza que anunciamos a morte do líder de Direitos Civis e fundador da coligação Rainbow PUSH, o honrado reverendo Jesse Louis Jackson Sr. Ele morreu pacificamente na manhã de terça-feira, rodeada pela sua família", começa por dizer a nota.
"O seu compromisso inabalável para com a justiça, igualdade, e direitos humanos ajudou a construir um movimento global pela liberdade e pela dignidade. Um agente incansável da mudança, ele conseguiu elevar as vozes dos que não a tinham - das suas campanhas presidenciais nos anos 80 à mobilização de milhões para se registarem e votaram - deixando uma marca indelével na história", continua a família no mesmo comunicado.
Jesse Jackson deixa a mulher e seis filhos, cinco dos quais com a esposa atual, que falam de um homem que era um "líder servidor".
"O nosso pai era um líder servidor - não apenas para a nossa família, mas para os oprimidos, para os que não têm voz e são postos de parte pelo mundo. Partilhávamo-lo com o mundo e, em troca, o mundo passou a ser parte da nossa família alargada", dizem os filhos do ativista.
"A sua crença inabalável em justiça, igualdade e amor ajudou milhões, e nós pedimos que honrem a sua memória e continuem a lutar pelos valores pelos quais ele viveu", terminam.
Jesse Jackson anunciou que lutava contra a doença de Parkinson em 2017 e, desde então, começou a limitar as suas aparições públicas.
Jesse Jackson nasceu no estado da Carolina do Sul em 1941, mas só já na casa dos 20 anos começou a fazer-se notar, como organizador de movimentos cívicos pela igualdade racial.
Foi nessa altura que se tornou um membro do círculo próximo de Martin Luther King - também ele um ícone na defesa dos direitos humanos e civis nos EUA - e estava com o ativista quando foi assassinado em 1968 em Memphis, no Tennessee.
Para além de reverendo e ativista, Jackson destacou-se também por ser candidato à nomeação democrata para presidente dos Estados Unidos em duas ocasiões: 1984 e 1988. Não venceu, tendo perdido para Walter Mondale e depois para Michael Dukakis.
Apesar da derrota dentro do partido, foi, mesmo assim, capaz de mobilizar milhões de afro-americanos para votarem nas eleições democratas, influenciando as políticas que o partido viria a tomar nas décadas seguintes.
[Notícia atualizada às 10h10]
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