Montenegro defende que Marques Mendes "era a melhor opção"
- 18/01/2026
Luís Montenegro falava na sede nacional do PSD, em Lisboa, onde anunciou que o seu partido não emitirá indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais, considerando que o seu espaço político não está representado nem por António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, nem por André Ventura, presidente do Chega.
Interrogado se o apoio do PSD a Marques Mendes foi uma má aposta e se o seu resultado é uma derrota para o partido, Luís Montenegro respondeu: "A nossa opção não teve acolhimento, e portanto assumo esse resultado e essa responsabilidade, com a mesma tranquilidade com que nas últimas quatro eleições presidenciais a opção deste espaço político teve uma adesão diferente. Umas vezes ganhamos, outras vezes não".
Quando o presidente do PSD e primeiro-ministro falou aos jornalistas, os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração colocavam Marques Mendes em quinto lugar nas eleições presidenciais de hoje, com perto de 12% dos votos.
Luís Montenegro referiu que "a democracia é isto" e que o PSD se dedicará à governação, e depois afirmou: "Isso não significa que, como tive a ocasião de fazer, com total liberdade e de uma forma absolutamente convicta, não tivesse estado ao lado de Luís Marques Mendes nesta campanha eleitoral".
"Eu fui um apoiante convicto e continuo a achar hoje que ele era a melhor opção. E é por isso que aceito, democraticamente, não estar ativo e não participar nas três semanas de campanha eleitoral que vão agora decorrer para a segunda volta. É uma consequência da pronúncia livre e democrática do povo português", acrescentou.
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