Monarquia "vulnerável". Biógrafo do ex-príncipe André fala do escândalo

  • 11/02/2026

O biógrafo do antigo príncipe André, o escritor Andrew Lownie, afirmou hoje que a família real britânica está "vulnerável" e Carlos III tem como desafio "limpar a casa" para salvar a monarquia, que perdeu popularidade devido ao ex-membro.

 

"Eles precisam de dizer exatamente o que sabem e quando souberam porque, se forem honestos, as pessoas vão dizer que é mau, mas pelo menos agora sabe-se, em vez de sair aos poucos", afirmou hoje em Londres, durante um encontro com jornalistas estrangeiros.

Na opinião de Lownie, o Rei Carlos III "pode ser lembrado como o homem que limpou a monarquia e a deixou para o seu filho, porque não há qualquer sinal de corrupção de outros elementos da família real, apenas André e Sara".

Lownie, autor do livro "Entitled: A Ascensão e Queda da Casa de York", biografia do príncipe André, agora conhecido como André Mountbatten-Windsor, e da ex-mulher Sara Ferguson, falava sobre as últimas revelações sobre a amizade do irmão do Rei com o consultor financeiro e milionário norte-americano Jeffrey Epstein.

Uma sondagem divulgada no início da semana pelo grupo antimonárquico Republic indicou que o apoio dos britânicos à monarquia caiu três pontos percentuais, de 48% para 45%, nos últimos quatro meses.

Outra sondagem da empresa YouGov mostrou que a maioria dos britânicos (45%) considera que o Rei respondeu bem à situação, mas 82% querem que o monarca encoraje o irmão a testemunhar junto das autoridades norte-americanas.

Para Andrew Lownie, autor de outras biografias, como "O Rei Traidor" sobre Eduardo VIII, a monarquia está "numa encruzilhada" e o reinado de Carlos III poderá ficar "definido pelo problema André".

Na sua leitura, o Rei enfrenta uma escolha: "Ser visto como o homem que reformou a monarquia ou como quem permitiu que se tornasse irrelevante", deixando o fardo para o príncipe William, o primeiro na linha de sucessão ao trono britânico.

O escritor considerou "muito mais fácil" a Carlos agir agora, incluindo ao custo da própria imagem, do que obrigar o filho a herdar uma pasta tóxica.

"A monarquia pode sobreviver, mas o apoio vai cair", avisou, defendendo uma reforma da casa real para um estilo "mais europeu", mais transparente e aberta a escrutínio público. 

Nos últimos dias, foi noticiado que André reencaminhou relatórios confidenciais de uma viagem ao Sudeste Asiático em 2010 na qualidade de enviado do Governo britânico para o comércio internacional a Epstein.

O Palácio de Buckingham reagiu ao anunciar que Carlos III estava pronto para cooperar no caso de uma investigação policial na sequência da divulgação de três milhões de ficheiros do caso Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O comunicado de Buckingham, encarado como inesperado e surpreendente, surgiu horas depois de o Rei ter sido confrontado com o assunto durante uma visita a Lancashire, no noroeste da Inglaterra, quando uma pessoa gritou no meio da multidão: "Há quanto tempo sabia sobre André?".

Desde outubro, o Rei retirou ao irmão mais novo o direito de ser chamado de príncipe e outros títulos honoríficos e obrigou-o a sair da propriedade que ocupava há mais de 20 anos junto ao Castelo de Windsor.

No entanto, já se sabia há vários anos que André manteve contacto com Epstein mesmo depois de este ter sido condenado em 2008 por assediar sexualmente uma rapariga de 14 anos.

Epstein morreu numa cela de prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações federais nos Estados Unidos de tráfico sexual e abusos sexuais a dezenas de mulheres, incluindo menores.

Dois anos depois, Virginia Giuffre iniciou uma ação judicial alegando ter sido traficada por Epstein e forçada a manter relações sexuais com o antigo príncipe quando era menor de idade, alegações que ele rejeitou.

Em 2022, André chegou a um acordo extrajudicial num processo civil nos Estados Unidos, evitando um julgamento. O montante não foi revelado, e o acordo não incluiu admissão de culpa, embora André tenha expressado arrependimento pela sua associação com Epstein.

Virginia Giuffre morreu em abril de 2025, com a família a divulgar que tinha cometido suicídio em casa, na Austrália.

Leia Também: Beatrice e Eugenie não abandonaram o pai, o ex-príncipe André

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/fama/2937786/monarquia-vulneravel-biografo-do-ex-principe-andre-fala-do-escandalo#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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