Ministro francês denuncia "factos" envolvendo diplomata no caso Epstein
- 10/02/2026
"Além disso, estou a conduzir uma investigação administrativa para contribuir para o trabalho da justiça e a iniciar um processo disciplinar", acrescentou Barrot numa mensagem publicada na rede social X.
Fabrice Aidan, cujo nome foi citado hoje pela Mediapart, é "secretário principal dos Negócios Estrangeiros em licença, por motivos pessoais, e ocupa funções no setor privado", indicou o ministro na sua carta dirigida ao procurador e publicada na sua conta no X.
O diplomata trabalhava no grupo Engie, precisou à agência de notícias francesa AFP uma fonte com conhecimento do caso.
"Devido aos elementos que chegaram ao nosso conhecimento e foram divulgados em alguns meios de comunicação social, que dizem respeito a um período anterior à sua entrada no grupo, a Engie decidiu suspender as funções de Fabrice Aidan", afirmou, por seu lado, o grupo energético à AFP.
De acordo com a Radio France, entre 2010 e 2017, este secretário de Relações Exteriores para o Oriente, "no cargo há 25 anos pelo Quai d'Orsay, trocou dezenas de e-mails diretos e, por vezes, familiares com Jeffrey Epstein e participou em várias trocas de e-mails que incluíam o empresário americano e membros da sua equipa mais próxima".
Muitas outras pessoas em todo o mundo aparecem nos documentos tornados públicos pela justiça americana no caso Epstein.
Em França, o antigo ministro da Cultura e figura do Partido Socialista Jack Lang teve de se demitir do cargo de presidente do Instituto do Mundo Árabe.
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